<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526</id><updated>2012-01-11T07:48:42.012-08:00</updated><title type='text'>Corpo Arial</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>67</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-5976687973062545832</id><published>2012-01-10T23:11:00.000-08:00</published><updated>2012-01-11T07:48:42.023-08:00</updated><title type='text'>A mão da mulher</title><content type='html'>O que mais me inquieta na mão de uma mulher é que a mão é uma das partes mais sensíveis e inofensivas da mulher. Disso tudo farei um porém logo à frente; ainda sublinho que a mão da mulher sempre será totalmente envolvida pela mão de um homem, ela pode sim vir com tapinhas urticantes, mas é a mão de mulher. Será sempre covardia de um homem enfrentar a mão de uma mulher. Eis o porém: esta mesma mão, pequena mão, artefato, material, uma das extremidades do feminino com seus anéis, brilhantes e vaidades de menina, essa pequena inofensiva, é capaz das maiores tormentas em um homem, principalmente quando em lembrança. Lembrar da mão ausente de uma mulher é o tapinha urticante no braço elevado a milhares de potências. Aquela coisa pequena, aquele cheiro de todos os perfumes nos dedos e o maldito esmalte colorido que tem a intenção de ser unicamente alegria e pequena vaidade, é o pior golpe na lembrança de um homem que não protege a mão de uma mulher. A mão é onde ela é mais carente. É por onde ela mais reclama em seus picos hormonais, é de onde ela dará a mão dada. É por onde existe o maior gesto de amor e entrega. E é de onde ela pode nem mais se despedir, nem mais considerar. É de onde ela pode ser apenas a mão feliz que deseja ser bonita, e que jamais terá necessidade de uma específica maior mão dada a ela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-5976687973062545832?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/5976687973062545832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=5976687973062545832' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/5976687973062545832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/5976687973062545832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2012/01/mao-da-mulher.html' title='A mão da mulher'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-2776411959423996161</id><published>2011-11-03T10:28:00.000-07:00</published><updated>2011-11-04T03:01:13.066-07:00</updated><title type='text'>Lajeadenses - "Da tradição e imortalidade"</title><content type='html'>« Statistiquement, le mythe est à droite. Là, il est essentiel : bien nourri, luisant, expansif, bavard. »&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Roland Barthes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;« Est-ce qu’au fond, ce qui fait peur, dans la doctrine que je vais essayer de vous exposer, ce n’est pas le fait qu’elle laisse une possibilité de choix à l’homme ? »&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Jean-Paul Sartre&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Victor acordou com a fumaça de churrasco. Sonhava já com a picanha bem passada e a farofa. Também dançava no sonho, e logo que retomou os sentidos pensou no quão sem tradição era o misto de dança e degustação que sua mente fazia. O pai acabara de sintonizar a rádio, lá no carro sob a sombra das árvores do quintal. O churrasco de domingo estava com todos os signos em andamento.&lt;br /&gt;Victor era alguém, era de tradição.&lt;br /&gt;A lição vinha de longe. Do bisavô pobre até seu pai, pouca coisa mudara. O velho sempre dizia que não tivera escolha, que a vida é amarga e que tudo só pode ser realizado com muito trabalho. Victor jamais esqueceria: um homem deve ter honra, e a única forma de a alcançar é através de mãos calejadas e muito suor. Essa era a verdadeira natureza do homem. O pai repetia o discurso a cada churrasco, e jamais se esgotava a lágrima no momento da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;metáfora do guerreiro&lt;/span&gt;. Sua realização de vida consistia na tranquilidade em poder empregar para cada membro da família a qualidade de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;guerreiro&lt;/span&gt;. “O meu filho é um guerreiro” ; “Minha esposa é uma guerreira” ; “Meu irmão, guerreiro”. Assim também era quando todos, em frente à televisão, reconheciam outros &lt;span style="font-style:italic;"&gt;guerreiros&lt;/span&gt; espalhados pelo mundo.&lt;br /&gt;Victor era alguém, era de tradição.&lt;br /&gt;Jamais lhe deixava a lembrança os primeiros jogos do Grêmio que vira ao lado do pai. Gritava sem entender muito bem o que acontecia, só sabia que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;gol&lt;/span&gt; tinha relação com felicidade e rodopios na frente da televisão. Seu velho o pegava pelos braços e ambos acabavam tontos de tanto comemorar. No decorrer do tempo, foi concebendo os valores. Assim, sempre fora apaixonado pelo tricolor. O azul, o branco, o preto, aquela camisa que tanto pesava, assim como a palavra tradição. Grêmio. Bombacha. Churrasco. Chimarrão. Honra. Trabalho. Tradição. Guerreiro. &lt;br /&gt;Victor era alguém, era de tradição.&lt;br /&gt;Antes daquele domingo já vivera a emoção do primeiro emprego, da primeira carteira assinada. O sorriso da Universidade, o aperto de mão para os negócios. Tinha seu próprio carro e sua bela namorada, que nos churrascos com amigos ficavam sob a sombra junto das amigas em cadeiras de praia, os pares de pernas depiladas e cruzadas na mesma direção, variando as cores das sandálias, preparando a salada. Sua mãe, nos churrascos de família, repetia a organização ao lado das tias e do carro.&lt;br /&gt;Victor era alguém, era de tradição.&lt;br /&gt;Só não compreendia uma coisa na vida: como era possível &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ser colorado&lt;/span&gt;? Não lhe fazia mesmo sentido. Sport Club Internacional, um time sem tradição, sem identidade, que mal havia conquistado títulos importantes. Victor não deixava de considerar os fatos de 2006 e 2010 como “o fim do mundo, a ordem natural das coisas alterada”. Colorados eram uma torcida sem unidade, sem relação alguma com as tradições de seu Estado, e que vivia imitando seu time. A famosa &lt;span style="font-style:italic;"&gt;macacada&lt;/span&gt;. Cada vez que via um grupo de colorados, imaginava-os pulando e gritando sem entenderem quem eram, sem entenderem o real amor por um time. Mesmo quando o Grêmio caíra para a série B do Campeonato Brasileiro, a tradição manteve-se forte. Sendo gremista, jamais alguém poderia estar aflito. &lt;br /&gt;Victor era alguém, era de tradição.&lt;br /&gt;Aquele domingo era dia de Gre-Nal. Victor foi acompanhar o jogo num bar logicamente repleto de gremistas. Porém, seu time veio a ser derrotado. Ouviam-se discretos foguetes pelos céus de Lajeado, que os gremistas facilmente amorteceram. A &lt;span style="font-style:italic;"&gt;macacada&lt;/span&gt; fazia festa, mas a tradicional torcida imortal não se deixou intimidar e gritou mais alto. Eis que, em determinado momento, um colorado que passava sorridente pela rua com sua bandeira se deteve em frente ao bar. Permaneceu um tempo em silêncio, acompanhando a intensificação dos cantos gremistas com sua presença. Viam que desejava falar algo, mas não consideraram escutar. Então o colorado sacou um guardanapo e, gesticulando, pediu um lápis para o dono do bar. Victor estava na mesa logo perto da entrada e chamou o rival. Queria ler o bilhete. De imediato, fez-se silêncio. Victor leu em voz alta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ser Colorado é realmente não temer, pois questiona-se o mito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio seguiu por um instante. E todos riram efusivamente, a gargalhada fez-se uníssona, estridente, tão intensa quanto as canções entoadas anteriormente. A excentricidade do colorado acabara por o ridicularizar em um ambiente tão discrepante. “Ninguém entende nada! Ninguém entende nada que a macacada fala! Ninguém entende como alguém pode ser colorado!”, gritou Victor, já eleito como o líder do bar. Seguiram-no em gargalhadas novamente, inclusive o dono do estabelecimento, que até então operava o caixa de sorriso contido. Nenhuma pessoa ali pôde escutar, mas o colorado ainda falou em voz baixa: “Eis a diferença. Nós entendemos por que um gremista é gremista”, e foi embora sorrindo, satisfeito com a vitória do dia. &lt;br /&gt;Até horas mais tarde, os gremistas continuaram firmes em seu bar, compartilhando a certeza de serem alguém, de serem de tradição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-2776411959423996161?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/2776411959423996161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=2776411959423996161' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/2776411959423996161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/2776411959423996161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2011/11/lajeadenses-da-tradicao-e-imortalidade.html' title='Lajeadenses - &quot;Da tradição e imortalidade&quot;'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-36055493151267306</id><published>2011-05-27T06:56:00.000-07:00</published><updated>2011-11-03T11:29:50.066-07:00</updated><title type='text'>Lajeadenses - "Moleton amarelo no recreio"</title><content type='html'>Não lembro de quando comecei a gostar dela, mas só sei que ela ia de moleton amarelo no recreio, quando ainda não era minha colega. Ela era da escola, e não de outra, como se fosse a cara da escola. Eu sabia que essa escola tinha ela, e a outra não. Ela mais umas três gurias mais grandes fazem a cara da escola, e os guri grande também, do futebol e da banda. Juntos fazem mais a cara da escola do que as freiras que tem lá. Tá, eu já tinha visto ela bem antes do recreio... Na rua, eu sabia que ela era dessa escola, e acabei entrando lá - por sorte. Minha mãe que me botou. Foi a primeira vez que eu não tive vontade de chorar. Ela e o moleton amarelo no recreio. Nem precisa ficar triste.&lt;br /&gt;Ninguém mais acha ela bonita. Tá, tem o Djan, que gosta de coxas, de qualquer guria que vem de bermuda. Ela tem umas coxas bem bonitas, eu já passei a mão nela uma vez que fomos numa viagem pra Imbé, ver os peixes e os tanques do exército. A gente tava saindo do ônibus, no corredor, ela me olhou e eu deixei ela levantar do banco e ir na frente. Os guri começaram a empurrar atrás e daí todo mundo se bateu na frente. Aí eu passei a mão na coxa dela, meio que ajudando. Ela riu com os dentes de aparelho, deu aqueles gritinhos, eu não sei se ela gritou porque quase caía e se espremia, ou se notou eu passando a mão assim. Porque eu quis deixar como se fosse sem querer. Primeiro eu passei atrás da minha mão assim, daí depois eu virei porque era muito bom. E com o cheiro dela, eu fiquei bem perto do cabelo dela, ela tem um cheiro de armário bom, eu imaginei que a casa dela deve ser assim, o cobertor dela, deve ser tudo amarelo no quarto. Daí quando eu encostei a outra mão nas costas dela pra cuidar, deu pra sentir o grito dela tremendo como se fosse uma caixa de som, ela virada pra frente rindo com as outras gurias, e virava meio de lado com cara de sofrimento rindo. O cabelo dela caía, as costas tremendo, daí eu vi como ela é fraca e leve, foi muito bom, deu uma vontade de apertar a coxa, e esfregar a mão. O Djan só olha pras coxas, e fica pegando no tico pra provocar as gurias. Eu tive vontade de encostar o tico nela, mas tive mais vontade ainda de abraçar, tudo junto assim, me deu calor, fiquei vermelho, só cheirando o cheiro dela, e tudo tão calor. A gente nem se conhecia direito.&lt;br /&gt;Não sei se foi o moleton amarelo nos recreios. Eu acho bonito, mas ela com o cabelão reto assim, fica andando com aquele jeito e tirando ele da cara. Esses dias eu vi ela na calçada, eu tava no ônibus. A mochila dela é legal, tem um monte de chaveiros. Fiquei olhando sem parar, nem fiquei com vergonha se ela visse que eu tava olhando. Olhei quando vi ela lá na frente, até ela passar e sumir atrás da janela. Quando vi que ela era minha colega nesse ano foi muito bom. Eu já queria, parece que é uma coisa que eu rezei, que dá na tv. E eu nem pedi, eu só queria. &lt;br /&gt;Ela joga vôlei meio mal. O Djan acha mais bonita as gurias que jogam bem. Eu nem sei jogar também, não sei se é por isso. É que guria tem que saber jogar vôlei melhor que guri. E ela nem sabe, sempre ri dos saques, mas é muito bom ver ela rindo. O moleton que ela usa às vezes dá pra ver as tetas. O Djan diz que ela não tem nada, mas eu acho que ela tem, eu fico no recreio olhando ela sentada. Quando ela se deita pra trás não tem teta, mas se tá comendo mais pra frente dá pra ver. Esses dias eu dei meu sanduíche inteiro pra ela. Pelo menos a gente ficou conversando um monte, falando de bicicleta. A Maína já veio dizendo que eu gostava dela, dar toda merenda pra alguém. Ficou gozando um pouco, mas eu gostei. Ela nem deu muita bola, ficou rindo, e fez aquela cara de abobada tipo pra Maína, que a Maína tava sendo a abobada, e nem deu muita bola, continuou conversando comigo. Eu pensava que eu nem ia conseguir falar, mas me deu muita vontade na hora, foi muito bom. Eu queria o sanduíche, mas quando ela disse que tava com muita fome e esqueceu a merenda, eu dei o sanduíche. Logo quando ela quis eu perdi a fome, veio aquele gosto doce na barriga. Daí ela comia e eu falava mais, e ela ria e limpava a boca, e ficava fechando os olhos porque o sol tava muito forte. Daí eu vi que o pão grudava um pouco no aparelho, mas nem dava nojo. Parece que ela não tem bafo. Ela fala bem pertinho de mim e se mistura o cheiro dela de armário bom com um cheiro de boca, mas é um cheiro bom. Eu tomo no copo dela se ela oferecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-36055493151267306?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/36055493151267306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=36055493151267306' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/36055493151267306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/36055493151267306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2011/05/lajeadenses-moleton-amarelo-no-recreio.html' title='Lajeadenses - &quot;Moleton amarelo no recreio&quot;'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-2513559218651266346</id><published>2011-05-07T21:50:00.000-07:00</published><updated>2011-05-07T22:12:55.598-07:00</updated><title type='text'>uma carta</title><content type='html'>eu te amaria&lt;br /&gt;através do perfume, só&lt;br /&gt;mas houve mais gente&lt;br /&gt;bolsas e sacolas&lt;br /&gt;e cremes e suores&lt;br /&gt;e suores em cremes&lt;br /&gt;que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teu perfume não venceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu te amaria&lt;br /&gt;através do esmalte, só&lt;br /&gt;mas houve o cheiro&lt;br /&gt;do legume, do fogão&lt;br /&gt;do fósforo riscando&lt;br /&gt;e teu dente&lt;br /&gt;que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;babou e roeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu te amaria&lt;br /&gt;através do cílio, só&lt;br /&gt;mas houve a manhã&lt;br /&gt;a foto do vizinho&lt;br /&gt;e um abismo &lt;br /&gt;do sem rímel&lt;br /&gt;que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teu olho deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu te amaria&lt;br /&gt;através do texto, só&lt;br /&gt;mas houve o sexo&lt;br /&gt;o hálito&lt;br /&gt;o beijo&lt;br /&gt;o amor&lt;br /&gt;que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alguém já escreveu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-2513559218651266346?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/2513559218651266346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=2513559218651266346' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/2513559218651266346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/2513559218651266346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2011/05/uma-carta.html' title='uma carta'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-7436112315351529920</id><published>2011-05-02T20:16:00.000-07:00</published><updated>2011-05-02T20:48:37.431-07:00</updated><title type='text'>Motorista &amp; ônibus</title><content type='html'>São exatamente motorista &amp; ônibus que trazem para o lar, para o que chamam de rotina e compromisso, e canos de descarga. É como o café sendo feito, o pão no forno, mas da cidade e do dia que passa, e dos passantes - um dia foram os bondes. A identificação com o motorista é de quem lê livro ruim, mesmo em pós-estruturalismo, mas o livro é ruim e de texto bom, existe o inesperado entre cobrador e motorista, e muito mais ainda no suor operário à orelha aprontada. Familiaridade. É a diferença a familiaridade, é a cidade, amor pelo motorista sem escrúpulos estético-existenciais. É o amor do café passando e do pão no forno, assim deve ser, assim deve acelerar, a imposição do veículo transportando público em design de século XX, motor e fumaça, ruído, Modernismo sucateado sob mãos e mãos de pinturas e painéis de led. O amor pelo motorista &amp; ônibus se cria entre espaços válidos, a viajem não é nada, é a perda de tempo, e é o espaço dele, do motorista é o compromisso. O futuro, o céu, o espaço, o Caos, o devaneio, a morte, o Nada, chame todos e jogue sob pneus na via do ônibus, entre o diálogo motorista e cobrador. E o humano voltará com sentido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-7436112315351529920?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/7436112315351529920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=7436112315351529920' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/7436112315351529920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/7436112315351529920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2011/05/motorista-onibus.html' title='Motorista &amp; ônibus'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-5609582550387899353</id><published>2011-04-27T16:37:00.000-07:00</published><updated>2011-05-02T20:16:40.111-07:00</updated><title type='text'>cale-se</title><content type='html'>que "não há palavras" que expressem&lt;br /&gt;um sentimento&lt;br /&gt;é minimalismo,&lt;br /&gt;é sentimento&lt;br /&gt;fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pois há&lt;br /&gt;muito mais&lt;br /&gt;e ainda&lt;br /&gt;mais de fato&lt;br /&gt;e ainda&lt;br /&gt;mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;palavras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que sentimentos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os sentimentos acabaram;&lt;br /&gt;são de todos conhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e se não há palavras que os expressem&lt;br /&gt;instrua-se, animal que sente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-5609582550387899353?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/5609582550387899353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=5609582550387899353' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/5609582550387899353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/5609582550387899353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2011/04/cale-se.html' title='cale-se'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-6536240766461973663</id><published>2011-03-28T08:50:00.000-07:00</published><updated>2011-03-28T09:04:46.612-07:00</updated><title type='text'>Nigella e a panela</title><content type='html'>na banheira&lt;br /&gt;sais e salmão&lt;br /&gt;o banho das algas&lt;br /&gt;Nigella e a panela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pés descalços no ar&lt;br /&gt;lamber a colher&lt;br /&gt;uma só mulher que&lt;br /&gt;salga e ama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;chupa, Nigella&lt;br /&gt;o diretor&lt;br /&gt;da fotografia&lt;br /&gt;Nigella chupa, depois&lt;br /&gt;o camera man&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mulher contemporânea&lt;br /&gt;independente&lt;br /&gt;mente;&lt;br /&gt;unicamente:&lt;br /&gt;porrânea!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nigella e a panela&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-6536240766461973663?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/6536240766461973663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=6536240766461973663' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/6536240766461973663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/6536240766461973663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2011/03/nigella-e-panela.html' title='Nigella e a panela'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' 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/&gt;O criminoso&lt;br /&gt;Me cortou&lt;br /&gt;Desapareci&lt;br /&gt;Eu morri&lt;br /&gt;Eu não fui forte&lt;br /&gt;O criminoso&lt;br /&gt;E meu sonho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-7067188331708023036?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/7067188331708023036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=7067188331708023036' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/7067188331708023036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/7067188331708023036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2011/03/o-criminoso.html' title='O criminoso'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-4176867594737314036</id><published>2011-01-04T19:20:00.000-08:00</published><updated>2011-11-04T03:18:34.932-07:00</updated><title type='text'>Lajeadenses - "O Alto do Parque"</title><content type='html'>O pano de prato que a sogra lhe dera no último almoço foi arrancado de seu descanso escuro. Fátima correu a gaveta com o impulso do belo quadril de gene italiano. A primeira cena da novela a dividia entre a atenção de enxugar louça e a emoção da personagem. As uvas ilustradas, perfeitamente circulares e de um brilho ideal, amassavam-se violentamente no interior de um copo, e saíam ilesas, ainda lisas e brilhosas, na mesma forma que o artista as traçara sobre o tecido. &lt;br /&gt;Os Dallegrave deixaram a mesa fazia pouco. Havia um ponto onde o volume da televisão na cozinha confundia-se com o do home theater na sala.  Camila, de pijamas e meias, ali arrastava-se executando passos de ballet, inventando coreografias modernas ao se alongar e aproveitar o baixo atrito. Quando as pernas alcançavam o limite de elasticidade e caía propositalmente, usando as mãos para se amparar, fazia sons com a garganta imitando o último acorde de alguma obra erudita. A ironia musical e própria que empregava, junto do estalo das pequenas mãos encontrando o assoalho, irritavam o pai. “Camila”, exclamou, de forma que não conveio com o lirismo do nome. A menina não levantou, permaneceu com as pernas separadas e sentada no chão, evitando olhar para o pai. Entediada, encheu a boca de ar, aos poucos expelido com o ruído dos lábios apertados. Nelson deixou mais uma vez de lado a televisão, encarando a filha em silêncio. “Quê que foi?” disse ela com sua voz aguda e os grandes olhos azuis. “Vem cá”, o pai estendeu os braços. Camila deu alguns passos vagarosamente, sorrindo, e agarrou o cálice de vinho ao lado do abajur.  “Que guriazinha, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;cramento&lt;/span&gt;!”. Fátima, da cozinha, pedia qual era o problema. “O senhor Nelson não quer me dar nem um golinho!”, e os dois na sala se fizeram logo incompreensíveis, Camila se rendia quando o pai lhe fazia cócegas. Mal notava a menina que o Dallegrave nos últimos tempos, quando ficavam exaustos, apertava com mais força e insistência ao perceber que sua bebê estava definitivamente crescendo.&lt;br /&gt;- Pai, a Babi pode vir dormir aqui em casa?&lt;br /&gt;- A Babi? Vocês brincaram que nem loucas domingo passado...&lt;br /&gt;- Mas faz um tempão que ela não vem aqui. Ela só veio uma vez. Né mãe?, elevando a voz. Fátima baixou o volume de sua televisão.&lt;br /&gt;- Né mãe que a Babi só veio uma vez aqui?&lt;br /&gt;- Sim, filha. No mês passado foi a primeira vez que ela veio., olhando para o teto já que não podia enxergar Camila.&lt;br /&gt;- Viu?&lt;br /&gt;Nelson tinha as duas mãos ocupadas: a direita manipulava o controle remoto, a esquerda suspendia o cálice de vinho no ar, indeciso como a incessante troca de canais. Enfim um jornal esportivo. Camila bocejava sentada sobre as próprias pernas, no centro do tapete emoldurado pelos sofás.&lt;br /&gt;- Vou falar que ela pode vir sábado então.&lt;br /&gt;- Ela quem?&lt;br /&gt;- Pai, a Babi!, estendendo a última letra num incômodo infantil. &lt;br /&gt;- Filha, a Babi tá em Caxias. Como ela vem pra cá? &lt;br /&gt;- De ônibus, né. Ela sempre anda de ônibus. Ela já foi pra praia na dinda um monte de vezes sozinha. Né mãe? Que a Babi anda de ônibus sozinha?&lt;br /&gt;Fátima agora desligava a luz da cozinha, passando para a sala. Concordou com a filha em voz baixa ao sentar na poltrona de frente para a televisão. Pediu que parasse com a gritaria. O pai servia-se mais vinho.&lt;br /&gt;- Filha, e por que tu não convida uma coleguinha tua pra dormir aqui em casa? A mãe não conhece nenhuma direito. Só a Natália. É Natália o nome daquela do cabelo lisinho assim?&lt;br /&gt;- Sim, a Natália. Mas ela não é que nem a Babi. Ela é legal, mas eu não gosto de ficar na casa dela.  &lt;br /&gt;- Ué, por que não?&lt;br /&gt;- A mãe dela é braba. Ela xinga a Natália. E um dia me xingou também. &lt;br /&gt;- Mas tu fez alguma coisa?&lt;br /&gt;Nelson direcionou os olhos para a filha, sorrindo. Bebeu alguns goles de vinho.  Camila ruborizou um pouco.&lt;br /&gt;- A gente nem tinha feito nada. Ela só disse que era hora da amiga da Natália ir embora, que era tarde. &lt;br /&gt;- Tudo bem filha, mas isso não é xingar.&lt;br /&gt;- É xingar sim, ela falou xingando. Mãe, por que a gente não volta pra Caxias?, a pergunta exteriorizou-se da menina em genuíno ato derradeiro. &lt;br /&gt;- Ai, filha... A mamãe já te explicou que tu tem que se esforçar um pouco, que é difícil fazer amiguinhos assim logo. &lt;br /&gt;- Não é só isso! É tudo... Até o grupo de dança aqui é diferente. A gente nunca se apresenta! Eu gostava lá em Caxias porque a gente se apresentava um monte.&lt;br /&gt;Nelson desprendeu um riso de deboche. Mãe e filha o fitaram. Questionaram com o olhar se a reação fora provocada pelo diálogo na sala ou por algum evento na televisão. &lt;br /&gt;- Eu odeio essa cidade! &lt;br /&gt;Os pais se encararam. Fátima pressionando os lábios, e os olhos azuis que dera à filha brilhavam de comoção maternal. O pai teve o sorriso de divertimento transformado em um traço claro de frustração. Levou com determinação o cálice de vinho aos lábios. Engoliu.&lt;br /&gt;- Filha, tomou Fátima a palavra, como o papai já disse, a gente veio aqui pro nosso bem. A nossa vida só pode melhorar aqui, porque a firma onde o papai trabalha escolheu ele pra cuidar das coisas aqui em Lajeado. Lá em Caxias as coisas eram mais difíceis pro papai.  &lt;br /&gt;- Eram mais difíceis pra ele! Agora aqui são mais difíceis pra mim!&lt;br /&gt;- Mas Camilinha, o papai é que trabalha pra nós... É assim...&lt;br /&gt;Nelson fez um gesto brusco com a mão, que a esposa se calasse. Sua expressão parecia ler no televisor cada passo da situação desenvolvida até então. Uma leve e agradável brisa de verão deslizava desde as estreitas aberturas da janela na área de limpeza, sobre o varal, percorrendo o espaço lajeado da cozinha, e trazia consigo até a sala, além do seu frescor, aromas de amaciante, sabão em pó, gás butano, temperos e cereais. Depois, tocando o que havia no último ambiente, saía para a varanda no lado de fora, onde quem apitasse a campainha poderia antecipadamente cheirar o completo aconchego dos Dallegrave.&lt;br /&gt;- A guria tá certa. Essa cidade é um buraco.&lt;br /&gt;- Nelson!&lt;br /&gt;Camila espantou-se um pouco. Não que fosse novidade ver o pai assim, pois muitas vezes estivera no seu colo durante discussões de Nelson com os irmãos, após os almoços da família em Caxias do Sul. Era até engraçado, porque parecia brabo, falava sério, bem alto. Mas ela sabia, e se orgulhava de pensar que fosse a única, sabia que ele não era brabo. Que ele gritava porque gostava dos tios, mesmo que todos falassem alto e parecessem brigar. Nelson disfarçava uma piscadela de olho para ela, bem quando Camila começava a desconfiar que estivesse brabo. Quando não piscava, apertava sua delicada perna. Ela gostava porque sentia que ajudava o pai a brigar. Era como se o estivesse defendendo, como se confiasse na ajuda dela. Não foi por causa do temperamento exposto que Camila se espantou, ali na sala. Foi porque, pela primeira vez na vida, a menina sentiu que estava fora do colo do pai, no outro lado da discussão. Como se fosse um dos tios, dirigindo a Nelson uma opinião, uma provocação. E o pai, ainda mais, acabara a aceitando.&lt;br /&gt;- O nono que saberia explicar o que é nossa terra, continuou Nelson sem se importar com a desaprovação, também espantada, da esposa. Os avós do nono vieram da Itália. Ganharam as piores terras. Trabalharam, amaram o que eram. E trabalharam mais. Hoje nossa Caxias é grande. É conhecida no mundo inteiro. Essa cidade aqui? Lajeado. Expoente do Vale do Taquari. Ótimas terras. Grandes indústrias. Mas e a identidade? E a identidade?!&lt;br /&gt;- Nelson...&lt;br /&gt;Camila, em silêncio, não desviava os olhos de seu pai inteiro. Acompanhava cada movimento. &lt;br /&gt;- Os avós do nono, os pais do nono, e o nono mesmo, conseguiram enriquecer amando a terra. Amando cada cantinho, cada colina, cada pedregulho. O amor pela terra, do nosso sangue. A nossa identidade. Caxias do Sul. Indústrias? Sim. Mas a terra, o amor pela terra não foi esquecido. As indústrias não nos atropelaram. É por isso que tu te apresentava mais lá, minha filha. É por causa da identidade. Lajeado? Aqui as indústrias atropelaram a terra. E digo mais: se não fossem as indústrias, isso aqui não seria nada. Sabe Estrela? Aquela cidadezinha ali do lado do rio, onde a gente almoça? Era a que mandava em tudo. Lajeado era menor. Era de colonos falidos, continuaram pobres. Mas os amigos políticos trouxeram as indústrias pra cá. Aí tudo mudou. E os colonos também. Agora são da cidade grande, do shopping, do refrigerante, das roupas, das balas. Sabe por que não têm identidade? Porque não foi a terra que salvou eles. Não souberam crescer pela terra. Diferente do nosso nono. Minha filha, eles têm parques históricos aqui. Que história? Que identidade? Que dança? Filha, isso aqui é um buraco. Um buraco que foi preenchido. E tão atolado que ninguém daqui sabe de onde veio. Nono, eu te ofereço esse brinde! Meu Deus, meu pobre pai, meu papaizinho... Este aqui, este gole é em tua homenagem! Onde tu estiver, fica com Deus... Meu papaizinho...&lt;br /&gt;Fátima, percebendo que Nelson não voltaria a si, ergueu Camila pelos braços finos e lisos, levou-a para o quarto. A menina chorava em silêncio, com saudade do avô e pena de seu próprio pai. A mãe deu-lhe um beijo de boa noite, dizendo que tudo ficaria bem, e foi para o seu quarto. &lt;br /&gt;Uma hora depois, Nelson permanecia ainda na sala, calado, com as lágrimas distorcidas em seu peito, umedecendo a camisa e um pouco do estofado. Havia três garrafas de vinho ao lado do abajur. Uma nova brisa veio da cozinha. Com ela, o Dallegrave balbuciou palavras aleatoriamente. Uma delas foi &lt;span style="font-style:italic;"&gt;identidade&lt;/span&gt;. Levantou o rosto e encarou, sobre a estante, a garrafa de Whisky.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-4176867594737314036?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/4176867594737314036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=4176867594737314036' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/4176867594737314036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/4176867594737314036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2011/01/lajeadenses-o-alto-do-parque.html' title='Lajeadenses - &quot;O Alto do Parque&quot;'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-8180878004010336069</id><published>2010-11-05T10:30:00.000-07:00</published><updated>2011-11-04T05:19:44.035-07:00</updated><title type='text'>Lajeadenses - "A melhor época de nossas vidas"</title><content type='html'>É mesmo um profissional da Comunicação. Lembra-se dos primeiros tempos de graduação, o mundo novo diante de seus olhos, ainda não tinha paixão por aquela expressão de luzes e sons digitais, a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;velocidade da informação de hoje em dia&lt;/span&gt;. É prazeroso, fala hoje com os pais sobre como era antes, e percebe que está então na melhor época de sua vida.&lt;br /&gt; “Vocês deveriam apresentar seu trabalho na nossa Semana” dissera a professora. Jônatas Mallmann acabou como responsável pela direção de arte no grupo, apesar de ainda não ter muito conhecimento sobre o funcionamento de uma agência publicitária. De qualquer maneira, aquele foi um grande passo para definir o que desejava para seu futuro. A apresentação veio a ser um grande sucesso. Pouco tempo depois, a camiseta estampada &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Festival Mundial de Publicidade de Gramado&lt;/span&gt; o acompanhava como uma segunda pele. &lt;br /&gt; O café chegou. Degusta em pequenos goles, enquanto abre o notebook. A praça de alimentação consiste num corredor encurvado onde, num lado, estão os bares, e no outro é possível visualizar, através do vidro, a última leva da arquibancada que desce até o palco do anfiteatro. Onde está é na verdade uma extensão coberta do ponto mais alto da platéia. Muitas pessoas transitam ali nos intervalos das aulas. Alguém toca seu ombro por trás. &lt;br /&gt; - E aí guerreiro! &lt;br /&gt; É Mateus Locatelli, de Encantado. Vocalista principal de uma banda de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;pop-reggae&lt;/span&gt;. Rapaz de olhos grandes, que deixam a estranha impressão de permanecer constantemente arregalados. Às vezes gotas de suor respingam do buço, junto com as palavras. Há um ano atrás, quando foram a um encontro de Comunicação, era impossível por momentos dedicar atenção às palestras. Poucas foram interessantes, Jônatas concluiu depois, mas um bom comunicador deveria levar a sério encontros como esse. Locatelli se dividia entre o grande grupo de estudantes, sempre em festa, e assim também nas viagens de ida e volta. Só nas três últimas conferências é que Jônatas conseguiu despistar o colega, pois este sempre insistia em sentar ao seu lado e fazer comentários sobre a voz dos palestrantes com um indiscreto “iiih”, sobre os pênis que encontrava nos folders ou quanto de cerveja havia bebido no dia.&lt;br /&gt;  - Pornografia? Mostra aí guerreiro!&lt;br /&gt; Jônatas não resiste, descontrai-se numa risada. O rubor faz contraste com a franja loura e os olhos claros. Não há como negar, o Locatelli é uma figuraça. Meio louco, mas parceria pra todas as horas. Outras descobertas que se tem ao tempo de faculdade são os novos amigos, viver em grupo no trabalho, as festas... É mesmo: está então na melhor época de sua vida. Volta-se novamente para o notebook, diz que não é nada disso, só anotações para o trabalho. &lt;br /&gt; - Ah, tá se puxando! Cara famoso! Grande abraço!&lt;br /&gt; Despedem-se, o encantadense sempre entusiasmado com o bater de mãos. Faz-se um grande estalo. Já se distanciando, segue dizendo estar na correria. Vai em direção a um grupo de garotas. &lt;br /&gt; Como a maioria das estudantes dali, estão bastante arrumadas. Vestem roupas das lojas do centro e do shopping, calçam sapatos de salto, penduram-se jóias e pulseiras grandes, os cabelos são jogados de um lado a outro com sorrisos, seja quando em grupos ou falando ao telefone celular, e neste caso com expressões mais compenetradas, descendo e subindo pelos corredores entre os prédios. Aproximando-se, é possível ouvir suas conversas, e os perfumes alcançam ainda mais longe que as vozes.  &lt;br /&gt; Jônatas vem percebendo que muitos olham de forma diferente desde as participações na coluna do maior jornal de Lajeado. Não apenas estudantes de sua área, mas a Universidade inteira. O que é mais um motivo para seu contentamento. Então por uma completa epifania define, ali mesmo na praça de alimentação, o título da próxima redação a ser publicada, já praticamente concluída.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-8180878004010336069?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/8180878004010336069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=8180878004010336069' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/8180878004010336069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/8180878004010336069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2010/11/lajeadenses-melhor-epoca-de-nossas.html' title='Lajeadenses - &quot;A melhor época de nossas vidas&quot;'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-398383894006360669</id><published>2010-10-28T00:19:00.000-07:00</published><updated>2011-11-04T04:31:55.799-07:00</updated><title type='text'>Lajeadenses - "São Cristóvão"</title><content type='html'>Esperando as patrolas chegarem pra construção do shopping. Até agora eu vi mais cimento, os postes do shopping. Ele tá nos fundos, pena que a sacada não é nos fundos. É onde se lava roupa. Até tem uma sacada nos fundos, mas não dá pra se escorar como na da frente. A madeira balança, meio velha. E ainda é muito alto, muito mais alto mesmo. É que é um morro, daí atrás é mais descida que na frente. Só dá pra ir pra sacada de trás pra ver a construção do shopping mesmo, porque não tem graça de fazer outra coisa. Tem aqueles ferros pesados que ficam ali, até dá pra fazer um pouco de casas, fortalezas pros homenzinhos, mas tem um pó estranho. Legal mesmo é madeira e cola. Eu deixo tudo lá na frente daí. É que já tá montado. &lt;br /&gt; Mas eu gostava mesmo era de ver a construção da casa do Johnnie. Aí dava pra ficar na frente, e do ladinho! E a janela do meu quarto dava pra construção, pena que era a cama da Ívi que ficava na janela. Mas um monte de vez a patrola me acordou. Eu ia no frio pra sacada. Até enjoava, daí ia ver televisão, e a patrola continuava lá fora incomodando, dava até pra enjoar de ver televisão e ir de novo pra sacada ver a patrola. É legal porque a patrola é um robô, tem uma cara, uma mão, e é forte. Eu só vejo que ela tem motorista quando o tio sai, e é um tio sem camisa e barrigudo, peludo. Como esse tio dirige um robô? A patrola é do bem mas parece do mal porque é um robô, e o tio usa aqueles chinelos com o pé sujo, ele é do bem só. Mas ele é um do bem que não luta, só a patrola luta, ele faz ela lutar. Mas ele usa aqueles chinelos ainda, não é legal comparando com a patrola, eu gosto de esquecer que é ele que dirige.&lt;br /&gt; Uma vez eu vi um avião com fumaça fazendo show da sacada da frente. É a melhor coisa da sacada da frente quando tem avião. Só uma vez teve um indo de cabeça pra baixo com fumaça, foi a melhor coisa que teve pra ver. Não passa quase nada de avião pra ver, é que em Lajeado não tem aeroporto, só tem aeroporto em Porto Alegre. É muito longe porque todos jumbo de passageiro que passam em Lajeado tão muito pequenos, às vezes nem dá pra ver, só dá pra ver as linhas que eles deixam. Eu prefiro o barulho de avião jumbo de passageiro, não gosto daqueles que passam mais baixinho que tem barulho meio de patrola. Aquele da fumaça fazendo show era barulho de patrola, mas tinha fumaça e foi de cabeça pra baixo. Aí sim. Tem uma coisa que só eu consigo, ouvir o barulho do avião jumbo de passageiro mesmo quando eles passam aqui em Lajeado, pequeninhos. Se tu ouvir bem tu vai ver que dá um barulho, às vezes só, não é sempre. Tem que ser quando não passa carro no asfalto, quando tá tudo quieto. &lt;br /&gt; Mas eu não sei, umas vezes eu ouço um avião a jato passando também. É muito legal também. Quase nunca eu consegui ver ele. Dá um barulhão, dá pra ouvir quando ele vem de longe. Eu corro muito pra sacada quando ouço um sinal do avião a jato. Ele é preto assim, e anda muito rápido. Eu não sei se eu sonhei, mas uma vez eu tava na cozinha com a tata e passou o avião a jato sem eu ouvir primeiro, e eu vi ele bem de perto com a tata, ela tava lavando louça e eu tava na mesa eu acho, a gente ficou olhando, a gente viu a cabecinha do piloto no vidro de tão perto. Depois eu saí correndo pra sacada pra ver se ele não voltava, porque na sacada dá pra ver muito mais que na cozinha. Eu não me lembro se ele voltou. Ah, uma vez eu já vi dois a jato voando junto! Eu tava no meu quarto, daí fiquei olhando na janela eles bem baixinho, perto do morro. Depois eu fui correndo pra sacada pra ver se eles voltavam, mas eu não me lembro se eles voltaram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-398383894006360669?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/398383894006360669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=398383894006360669' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/398383894006360669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/398383894006360669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2010/10/sao-cristovao.html' title='Lajeadenses - &quot;São Cristóvão&quot;'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-7698666369623640729</id><published>2010-10-18T20:12:00.000-07:00</published><updated>2010-11-10T06:29:49.001-08:00</updated><title type='text'>Green Day no Gigantinho 2010</title><content type='html'>Era assim: gostar de socos em cordas. Aos 12 ou 13 anos aderi à distorção rápida e socada. Billie Joe Armstrong, ao invés de optar pela tradição Ramone de socar sempre pra baixo, alternava, digamos, diretos de cima com ganchos vindos de baixo. Porém o mais delimitador do estilo é seu aproveitamento de uma pegada flamenca de um outro gênio chamado Pete Townshend, e aí jogando o imprevisível soco de cima quando o ritmo pede um gancho de baixo. Desde a primeira vez que vi e ouvi tal agilidade comendo as cordas daquela &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Stratocaster&lt;/span&gt; adesivada, uma das pioneiras do costume nos finais dos 80, aliada às caretas cheias de agonia que borbulhavam na tela da clássica MTV dos anos 90, moldadas por cabelos coloridos e um rosto jovem de dentes tortos, entendi o que era o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;feeling&lt;/span&gt; pra mim. Não pude evitar. Arranjos brotados no &lt;span style="font-style:italic;"&gt;so far west&lt;/span&gt; americano, de uma vida menos dura que na metrópole NY. Era uma raiva melódica, subtraído o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;leather&lt;/span&gt; e o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;noir&lt;/span&gt;, menos 70´s, porém mais 80´s no grave, além do teor latino e quente de uma cidadezinha pros lados do Pacífico. &lt;br /&gt;"Billie Joe" hoje pode soar mal e provocar certo desdém num público apreciador de outra estética, distante das conotações adolescentes com a certa previsibilidade martelada nesse nome &lt;span style="font-style:italic;"&gt;teen&lt;/span&gt;. Mas há o lado caipira e Rock'n Roll, o garoto Billie, que encheu os dois primeiros álbuns do Green Day de solos à la &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Johnny B. Goode&lt;/span&gt;, letras românticas - consideradas por muitos a melhor fase lírica da banda -, tudo marcado pela meia-lua que não largava a máquina de cimbal de Al Sobrante, depois de Tré Cool, aquele que ensina a quebrar frente à bateria de timbres crus e agudos microfonada pela &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lookout! Records&lt;/span&gt;. Mike Dirnt, o tímido baixista com a cara e todo o resto de baixista, amigo de infância de Armstrong, preenche a banda por cordas grossas repletas de exclamações divertidas e genialmente sintonizadas com a guitarra e a bateria, além dos perfeitos backing-vocais que viriam desafiar todas as bandas a executar com perfeição os covers dos vários hits do Green Day.&lt;br /&gt;Essa banda foi meu primeiro amor musical, e o mais duradouro. Dialogou com toda minha juventude e ainda foi deles que eu peguei a noção de compasso, a maneira de sentir e pular na rede do som quando se toca. Além disso, se algo de ruim ou bom se desse comigo, eu ouvia Green Day. Muitos &lt;span style="font-style:italic;"&gt;air guitars&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;air drums&lt;/span&gt; afetivos. Meus primeiros "foras" acabavam embalados pela obsessão e o pessimismo nerd, tosco, mas sempre melódico daquele CD com a chuva de merda, do encarte repleto de ilustrações afetadas. Não me pesou a morte de Kurt Cobain porque eu definitivamente aprecio mais cores na paleta, além de jamais ter me identificado com uma tradição &lt;span style="font-style:italic;"&gt;headbanger&lt;/span&gt;. Blur ou Oasis nem entraram na discussão. Enfim, eu tava só pela condução cortando o ar em velocidade. Não há como bater cabeça assim. Só socar.&lt;br /&gt;Ainda tenho uma fita VHS gasta, com alguns shows que peguei sofregamente na programação da MTV, geração bem anterior ao Youtube, quando também me definia na parte anti &lt;span style="font-style:italic;"&gt;boy-bands&lt;/span&gt; do público. Tenho a lembrança do primeiro CD adquirido, óbvio para um fã brasileiro dos anos 90: o já referido &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Dookie&lt;/span&gt;, que representa o início da banda com a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Reprise Records&lt;/span&gt;. Pouco depois é que descobri a fase &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lookout!&lt;/span&gt;, e me apaixonei de vez. Uma bela relação, desde eu sem acnes, gordo e alegre, até um cabeludo que ficou magro, começou a gostar de ler, passou a ter barba e iniciou uma faculdade de Letras quando já superada a adolescência, entrando numa fase de novas inseguranças onde escutar Green Day não seria alento ou fonte inspiradora, mas apenas nostalgia. Apenas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2010, anunciado um show do Green Day em Porto Alegre. A notícia mais sonhada por mim lá pelos 1999. A impressão é sempre aquela de não fazer tanto tempo assim. De poucas coisas terem mudado. Num lado, o que se vê é a clareza do que se era, enquanto noutro está o vago e abstrato presente. Aproveitei a identidade esfumaçada do agora e reencontrei meu amor pelos melódicos e enérgicos californianos. Assim fui pro show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TL0insCoXbI/AAAAAAAAAOk/6M_WAmMe3ZI/s1600/eeuuu.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TL0insCoXbI/AAAAAAAAAOk/6M_WAmMe3ZI/s320/eeuuu.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5529613982713273778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final de tudo, não importam muito novas descobertas, buscas por formas de se expressar e até mesmo os outros ídolos, surgidos posteriormente, mas bem pulsantes. O negócio é que eu perdi a virgindade no Rock com o Green Day. Muitos podem se orgulhar de terem descabaçado com ícones mais clássicos da música. Também existem uns que não revelam com quem realmente foi a primeira vez, tateando nas enciclopédias um bom representante. Pra mim, não importa nada. Depois de toda emoção que vivi no show do Green Day ocorrido no Gigantinho - acrescentando por ser a casa do Colorado de Porto Alegre -, não há o que reprimir. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;All we need is love. C'est l'amour.&lt;/span&gt; Sou filho inevitável de uma só geração e consegui ver meus eternos ídolos, os responsáveis pelas primeiras injeções de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;feeling&lt;/span&gt; e a consequente inquietação musical em mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que venha ou que eu encontre o próximo show do meu jovem Green Day.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(Foto pelo &lt;a href="http://www.greenday.com"&gt;site oficial&lt;/a&gt; da banda)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-7698666369623640729?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/7698666369623640729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=7698666369623640729' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/7698666369623640729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/7698666369623640729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2010/10/green-day-no-gigantinho-2010.html' title='Green Day no Gigantinho 2010'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TL0insCoXbI/AAAAAAAAAOk/6M_WAmMe3ZI/s72-c/eeuuu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-2947353463009352013</id><published>2010-09-24T13:27:00.000-07:00</published><updated>2010-09-24T14:22:00.099-07:00</updated><title type='text'>The Toy Dolls no Opinião 2010</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TJ0O6XVVwCI/AAAAAAAAAOc/7n6uT2kyzWo/s1600/OgAAAP4l6X0ywnq-cXOi912IIgEYm5Li22_8gHya2Ip2E-ytFEGNtNy2UsZJrHgUKDLrlEHigPNtJLmMe0wOQ7npxRwAm1T1ULE3qUDbnLg_BcMM7WtqlLRwD5O4.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TJ0O6XVVwCI/AAAAAAAAAOc/7n6uT2kyzWo/s320/OgAAAP4l6X0ywnq-cXOi912IIgEYm5Li22_8gHya2Ip2E-ytFEGNtNy2UsZJrHgUKDLrlEHigPNtJLmMe0wOQ7npxRwAm1T1ULE3qUDbnLg_BcMM7WtqlLRwD5O4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520585114084818978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ainda no dia 24 de setembro escrevo com prazer o desenho das primeiras horas, ou a primeira hora, dessa data inesquecível. De acordo com o vídeo tosco do meu pobre celular, era ainda fim do dia 23 quando Olga, líder do Toy Dolls, subia ao palco acompanhado de Mr. Duncan, Tommy, mais os gritos frenéticos e meio desorientados do público presente no Opinião.&lt;br /&gt;Pelas 20:30 do dia 23 saí de casa, na João Pessoa, abaixo de chuva - mas não uma chuvinha nas costas, porque o negócio na José do Patrocínio seria old school. Figuras carimbadas da lendária Oswaldo Aranha dos anos 80 e 90 estavam ali, debaixo dos toldos nas proximidades do Opinião, rememorando a última vinda do Toy Dolls pra Porto Alegre, matando o tempo e bebendo a umidade da noite fora da casa, até que a banda de abertura deixasse o palco. Preservar os ouvidos e deixar a memória virgem pro show sempre matador de uma banda veterana que se mantém sem intervalos, sem paradas pra buscar fôlego em sua trajetória de 30 anos. Toy Dolls vem sempre viva, puntualmente sarcástica, e Olga eternamente em seus vinte anos de idade, na aparência e disposição física. Se novas gerações foram apresentadas ao som desses britânicos de forte slang, podem ver hoje o que é tranquilamente a mesma banda e sentir o mesmo soco no estômago que ela mandava nos anos 80. O show do Toy Dolls é atemporal. E o timbre da mitológica Telecaster amarela de Olga só melhora.&lt;br /&gt;Tive diversos momentos aerados durante o show. Tanto é que nem percebi ou me atinei de sustentar o único mosh da noite, feito por um marmanjo de dois metros, cabeludo e no bigode, que saiu de si quando explodiu Glenda and the test tube baby, se impulsionando na caixa de retorno que foi parar lá na frente da batera. Só deu tempo de socorrer o cara, entre os pés da multidão também aérea que entoava em coro a possibilidade do triunfo materno da Glenda.&lt;br /&gt;Às vezes eu olhava pra trás, já que fiquei a maior parte do tempo grudado no palco, e o que via eram rostos em uma felicidade plena e rara. A força do pogo era fraterna; todo o público sorria, um sorriso da satisfação e do saber estar vivendo um momento especial. Punks e headbangers de várias gerações e escolas com os olhos brilhando, de pura fruição e agradecimento, reconhecendo uma banda transparente que faz o que faz porque é completamente aquilo que é. Que cativa qualquer um no primeiro contato. Olga é o cara. E todos que se juntam ao Toy Dolls o fazem porque absorvem o espírito da coisa. Tão ali por puro prazer e identificação. O Opinião inteiro respirou o ar inquestionável de uma "Época de ouro", mesmo que ela possa nem existir. Mas estava lá. &lt;br /&gt;Os primeiros minutos e horas do dia 24 de setembro de 2010 estão em minha antologia existencial. Tudo por uma banda que sempre toca na veia, seja do rock, do sarcasmo, da função da música ou de qualquer bagagem pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(foto por Bruno Fogaça)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-2947353463009352013?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/2947353463009352013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=2947353463009352013' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/2947353463009352013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/2947353463009352013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2010/09/toy-dolls-no-opiniao-2010.html' title='The Toy Dolls no Opinião 2010'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TJ0O6XVVwCI/AAAAAAAAAOc/7n6uT2kyzWo/s72-c/OgAAAP4l6X0ywnq-cXOi912IIgEYm5Li22_8gHya2Ip2E-ytFEGNtNy2UsZJrHgUKDLrlEHigPNtJLmMe0wOQ7npxRwAm1T1ULE3qUDbnLg_BcMM7WtqlLRwD5O4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-3515934835754478576</id><published>2010-09-08T14:44:00.000-07:00</published><updated>2010-09-08T14:48:22.014-07:00</updated><title type='text'>L'étoile est morte - RELEASE</title><content type='html'>Traduz-se "A estrela está morta" ou "A estrela morreu".  Dada a grande distância desta morte, hoje e aqui olhamos a estrela em seu passado, suas fagulhas de vida. Homens, assim como a estrelas, encaram-se ao longe. Tão longe, que nos percebemos vivos. Não há tragédia em abordar à distância. Há vida.&lt;br /&gt;Num jogo de distâncias focais, idas e vindas, é que surgem as músicas da "L'étoile est morte", tendo como compositor o futuro professor de Francês, Augusto Darde, ao lado de seu jovem irmão Luiz Augusto Darde, já bem à vontade entre cordas e melodias de todos os tempos. Aliás, a dupla é fruto do tempo onde não há mais "bandas de garagem", mas sim "bandas de quarto" ou "bandas de apartamento". Também não há tragédia nisso.&lt;br /&gt;Com influências de Post-Punk, Folk Francês, Nouvelle Vague, Nouveau Roman e Existencialismo, "L'étoile est morte" se faz ouvir por dois instrumentos de cordas, duas vozes, alguns samplers e sintetizadores - todos em francês. Pela distância. À música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/letoileestmorte"&gt;www.myspace.com/letoileestmorte&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-3515934835754478576?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/3515934835754478576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=3515934835754478576' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/3515934835754478576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/3515934835754478576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2010/09/letoile-est-morte-release.html' title='L&apos;étoile est morte - RELEASE'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-1614168561558822710</id><published>2010-06-23T17:21:00.000-07:00</published><updated>2010-06-24T18:13:09.152-07:00</updated><title type='text'>La maison des jouets</title><content type='html'>J'avais six ou sept ans. C'est là que je peux rassembler plus net. C'était ma maison, mon père et ma mère n'étaient encore divorcés. C'est drôle le fact que je ne me souviens pas trop bien de ma soeur dans la maison. Bien sûr dans les promenades, mais non dans la maison. Enfin, ce qui importe c'est la maison. &lt;br /&gt;Il y avait une chambre des jouets. Oui, je trouvais ça, mais ma mère l'occupait avec d'autres choses. Le meilleur endroit pour jouer c'était le balcon, très grand! J'aimais brûler mes "G.I.JOE", faire des formes avec le plastique fondu. On peut dire que j'ai complété le dessin de ces petits malheureux hommes, ils venaient incomplets dans la boîte. J'étais bien une catégorie de Dieu, le Dieu des jouets. Et la chambre des jouets c'était leur maison, j'ai bien pris soin d'eux, mes petites créatures. Quand ma mère achetait des nouveaux jouets, ils étaient comme des matières premières, sans âme. Bien sûr que c'est un peu comme ça pour tous les enfants, mais pour moi, ils étaient bien morts. Il fallait faire quelques changements, trouver la forme la plus idéale. Ça était la jouissance, le jeu. Et même les jouets destinés pour ça, pour les donner sens et formes, comme les "LEGO", même ces je les faisais plus. Il fallait corrompre, changer les règles.&lt;br /&gt;Un jour, nous avons déménagé. Oui, à ma mémoire c'est ainsi, un coup. Je ne me souviens pas des préparations. Celle n'a plus été ma maison, ni des jouets. Je ne peux pas dire "Celle ne serait plus ma maison...": la maison et la chambre simplement ont disparu, elles se sont devenues souvenir d'une heure à l'autre. Ainsi comme, d'une heure à l'autre, j'avais deux maisons. Mais pas une pour moi et autre pour mes jouets. Maintenant, j'avais les nouvelles maisons de mon père et de ma mère.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-1614168561558822710?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/1614168561558822710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=1614168561558822710' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/1614168561558822710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/1614168561558822710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2010/06/la-maison-des-jouets.html' title='La maison des jouets'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-1817734390687929643</id><published>2010-05-17T00:36:00.000-07:00</published><updated>2010-05-17T01:02:30.187-07:00</updated><title type='text'>As bergamotas começaram</title><content type='html'>Maio, começaram as bergamotas&lt;br /&gt;Frutas de angiospermas &lt;br /&gt;De umbigo na cabeça&lt;br /&gt;Já que penduradas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dedo certeiro no umbigo&lt;br /&gt;A descasca&lt;br /&gt;A casca chora&lt;br /&gt;(Casca mole)&lt;br /&gt;Lágrimas que, aos olhos do descascador&lt;br /&gt;O fazem chorar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O descascador de umbigo no meio&lt;br /&gt;Já que deitado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-1817734390687929643?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/1817734390687929643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=1817734390687929643' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/1817734390687929643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/1817734390687929643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2010/05/as-bergamotas-comecaram.html' title='As bergamotas começaram'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-6577098237518648152</id><published>2010-05-03T17:17:00.000-07:00</published><updated>2010-05-05T14:41:44.750-07:00</updated><title type='text'>A um tricolor</title><content type='html'>Ganhaste. Gol porém levaste, tricolor&lt;br /&gt;A taça de avalanche em falta. Mas anal&lt;br /&gt;Que bem resume o gosto daquela Geral&lt;br /&gt;Molhada por troféu, que entrou tarde e sem dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns, mereceste! Eu brinco, então, à parte&lt;br /&gt;Apesar de te ver em megalomanias&lt;br /&gt;Esta "imortal" torcida que distorce os dias&lt;br /&gt;Em que morre e desanda... será isso arte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tampa menos Gre-Nais e os menos Gauchões&lt;br /&gt;Segundas Divisões reprime, goleadas&lt;br /&gt;Anda, faz anos, morto! E prega o “normal”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso tratar-se o coitado rival!&lt;br /&gt;Vá, enfrente o concreto em duras expressões&lt;br /&gt;Enquanto o Saci vive e solta gargalhadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-6577098237518648152?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/6577098237518648152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=6577098237518648152' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/6577098237518648152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/6577098237518648152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2010/05/um-tricolor.html' title='A um tricolor'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-1614541891185234714</id><published>2010-05-01T22:47:00.000-07:00</published><updated>2010-05-02T08:05:53.489-07:00</updated><title type='text'>Lanche feliz</title><content type='html'>É um negãozinho bom. Mas se tu falasse pra festear, se atirava. Tá de pintor do Alésio. Pegou a caminhonete pra praia no feriado agora, só volta domingo. Ofereceu pro guri ir junto. Falou que não, que não sei o quê, mas bem capaz, torto que é. Praia, e de carro ainda! Se fez um pouquinho e foi. Tá lá agora.&lt;br /&gt;Bem que gostaria de estar lá também, quenem o guri, mas Jonas viaja sempre assim, parece que por nada. Ao mesmo tempo que considera uma hora e meia valendo cinco, se dá conta do porquê. Viagem sem muita finalidade continua depois que desembarca. As cinco horas que sente no banco azul são as cinco que vai passar fora do ônibus, depois. E mais ainda, se começar a pensar na merda que é o destino. Mal e mal pra dormir. Diz que não dá pra viver mais assim, e imagino vagamente o que é isso.&lt;br /&gt;Saí do ônibus e fui direto pro shopping, já que o tempo até o filme dava certinho pra comer. &lt;br /&gt;São várias hipóteses do que podia estar acontecendo. Uma delas, como todas as outras, partia do pessoal da lanchonete - e partiam do total repouso, não poderiam deixar de ser conscientes. Tavam querendo desconstruir o conceito &lt;em&gt;fast-food&lt;/em&gt;. Colocavam o dedo na indústria, como no rabo de um rato que deseja andar e então derrapa, as mãos dum homem na técnica doutro e velho homem. Essa é a melhor das hipóteses de sua intenção, visto que a mais estética, diria-se ensaística. Penso que a pior e, naturalmente, mais do real, é a próxima.&lt;br /&gt;Ouvi um taxista dizer que comer lá é "estar bem". Não é algo para o dia a dia num sentido financeiro, diferente do nosso "não serve para dieta saudável".&lt;br /&gt;Presenciei rebelião simbólica na rede. É fugidio o marco inicial - talvez desencadeou-se logo no primeiro mês da primeira lanchonete. De qualquer forma, penso agora como não me flagrei antes. O lugar é o fruto ilustrativo da riqueza. Os empregados que entram lá, se não o sabiam antes, sabem quando admitidos. E vão melhor interiorizando ao atender. As meninas mais arrumadas e cheirosas, as roupas, as botas, até quando usam aparelho parecem sorrir um aparelho melhor que o de qualquer atendente colega. Do outro lado do balcão, onde há fila, tudo é do melhor.&lt;br /&gt;Francine se assustou um pouco ao ver pela primeira vez o Eduardo no óleo. Ia passando para checar os pacotes, quando achou barulhenta demais a fritura. Perguntou pro colega se havia algo de errado, querendo também fazer amizade. Ele se virou ainda rindo, já que ria antes. Aproveitando a expressão confusa da moça, puxou forte mas soltou de mansinho o catarro. O óleo novamente chiou alto. Francine por um bom tempo odiou o Eduardo. Outra vez, quando ela ia fechando a embalagem, o rapaz interrompeu. Sempre devagar nessas, passou a mão no interior do hambúrguer. "Dá esse pro playboy ali", disse fechando o zíper da calça. Aí é de quando ele já a fazia rir.&lt;br /&gt;As gurias desenvolvem de uma forma diferente, a qual me fez pensar na referida desconstrução do &lt;em&gt;fast-food&lt;/em&gt;. Basicamente, elas atendem mal. Fazem esperar. Anotam errado no computador. Tudo na clássica "brincadeira da iniciante". A que fica na frente do monitor se faz de recém-contratada, encenando insegurança ao operar. Solicitará orientação à parceira mais atarefada no interior, que muitas vezes encena igualmente sobrecarga de trabalho dando voltas pela cozinha. Virá ajudar com pressa, largando a "iniciante" ainda desamparada. Até que a impaciência do cliente aflore. "Que bagunça isso" fala um ao virar com a bandeja. Aí elas se olham. &lt;br /&gt;Francine gosta de se fazer de boba. Que não ouve direito, mas de um jeito diferente. Só ela sabe que imita as próprias meninas da fila. Seu olhar de peixe morto ante um pedido é de se pagar pra ver. As patricinhas nem se dão conta. Putinhas.&lt;br /&gt;Não há ofensas. Não existem armas contra. Se um chamar de "incompetente", eles terão a confirmação do sucesso. Conhecem fundamentalmente que não se trata de um estabelecimento onde o mau atendimento compromete. Lá, naquele lado do balcão, eles portam e embalam o lanche feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-1614541891185234714?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/1614541891185234714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=1614541891185234714' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/1614541891185234714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/1614541891185234714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2010/05/lanche-feliz.html' title='Lanche feliz'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-619077877655455083</id><published>2010-04-11T12:05:00.000-07:00</published><updated>2010-04-13T13:07:09.413-07:00</updated><title type='text'>A polka*</title><content type='html'>polka&lt;br /&gt;solta&lt;br /&gt;no ter&lt;br /&gt;raço&lt;br /&gt;é me&lt;br /&gt;lhor que&lt;br /&gt;no sa&lt;br /&gt;lão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ela&lt;br /&gt;dança&lt;br /&gt;de ves&lt;br /&gt;tido em&lt;br /&gt;poei&lt;br /&gt;rado&lt;br /&gt;pelo&lt;br /&gt;chão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bela&lt;br /&gt;loura&lt;br /&gt;pés des&lt;br /&gt;calços&lt;br /&gt;sola&lt;br /&gt;preta&lt;br /&gt;com su&lt;br /&gt;or;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu ta&lt;br /&gt;rado es&lt;br /&gt;tou con&lt;br /&gt;tente&lt;br /&gt;as pe&lt;br /&gt;gadas&lt;br /&gt;sei de&lt;br /&gt;cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vou lam&lt;br /&gt;bendo&lt;br /&gt;cada&lt;br /&gt;rastro&lt;br /&gt;entre&lt;br /&gt;latas&lt;br /&gt;e co&lt;br /&gt;pões,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ale&lt;br /&gt;môa&lt;br /&gt;vaga&lt;br /&gt;bunda&lt;br /&gt;linda&lt;br /&gt;bunda&lt;br /&gt;e te&lt;br /&gt;tões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a ra&lt;br /&gt;inha&lt;br /&gt;dessa&lt;br /&gt;polka a&lt;br /&gt;dancing&lt;br /&gt;queen chu&lt;br /&gt;pou meu &lt;br /&gt;pau!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que bo&lt;br /&gt;quete&lt;br /&gt;ela&lt;br /&gt;faz!&lt;br /&gt;seu des&lt;br /&gt;porto&lt;br /&gt;nacio&lt;br /&gt;nal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;(* paráfrase de "A valsa", de Casemiro de Abreu.)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-619077877655455083?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/619077877655455083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=619077877655455083' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/619077877655455083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/619077877655455083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2010/04/polka.html' title='A polka*'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-1983171307451600821</id><published>2010-03-25T13:11:00.000-07:00</published><updated>2010-03-25T16:40:30.997-07:00</updated><title type='text'>Defino a minha cidade*</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;MOTE&lt;br /&gt;De dois cc está composta&lt;br /&gt;Minha cidade pra mim:&lt;br /&gt;Um é cu, o outro colona&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo bem na conversa&lt;br /&gt;E ao resumir eu explico&lt;br /&gt;Mais claro na ordem inversa&lt;br /&gt;Os dois cc ali do pico.&lt;br /&gt;E não eu somente indico:&lt;br /&gt;O que emigra diz que é bosta&lt;br /&gt;Esse Vale onde está posta&lt;br /&gt;Vários rios, cocoricós&lt;br /&gt;Nossa cidade pra nós&lt;br /&gt;De dois cc está composta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu dois cc inscrevo em ti&lt;br /&gt;Lajeado, feia e bela&lt;br /&gt;Vários cus definem ela&lt;br /&gt;Metrópole do refri&lt;br /&gt;De fato, é maior que a Estrela&lt;br /&gt;Do Enxaimel e do Chucrute&lt;br /&gt;Mas se sabe o que é pior?&lt;br /&gt;Ser um prato ou ser maior?&lt;br /&gt;Todos bem dentro do orkute&lt;br /&gt;E fora, o mundo menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há um risco sequer: &lt;br /&gt;L-A-J-E-A-D-O&lt;br /&gt;Faltam dois cc aí, só!&lt;br /&gt;E se um colono vier,&lt;br /&gt;Gritar de um canto qualquer:&lt;br /&gt;- Da região é a grandona!&lt;br /&gt;A verdade vem à tona...&lt;br /&gt;Lajeadense nasce e herda&lt;br /&gt;Uma cidade de merda&lt;br /&gt;Que é do cu e que é colona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(*paráfrase de "Define a sua cidade", de Gregório de Matos Guerra)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-1983171307451600821?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/1983171307451600821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=1983171307451600821' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/1983171307451600821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/1983171307451600821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2010/03/defino-minha-cidade.html' title='Defino a minha cidade*'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-6475273812742311113</id><published>2010-01-18T12:32:00.000-08:00</published><updated>2010-01-18T13:01:20.607-08:00</updated><title type='text'>Batatas recheadas</title><content type='html'>- Fico pensando... Será que a natureza sabia sobre o homem?&lt;br /&gt;- Tu devia ir lá falar com a mulher na hora que tu pagou, Augusto. Não adianta ficar reclamando agora. Continua comendo quieto, ou fala sobre outra coisa.&lt;br /&gt;- Não, já deu, tá ótimo o gorgonzola, mesmo que com preço de dois recheios. Tô falando de outra coisa agora.&lt;br /&gt;- Ah. Sobre o quê?&lt;br /&gt;- Se a natureza sabia que o homem viria. Estaria aguardando ele assim... Porque as batatas são muito duras.&lt;br /&gt;- Quê?&lt;br /&gt;- A gente só consegue comer batata quando cozida. Ou frita. Por isso, será que a natureza tem uma consciência temporal? Uma paciência? Porque as batatas talvez sempre estiveram ali, mas só por elas mesmas. E é óbvio que os vegetais não existem por si mesmos, porque fazem bem pro homem e pros animais.&lt;br /&gt;- Sim, então não tavam esperando pelos homens, porque desde sempre os animais consomem vegetais.&lt;br /&gt;- Mas batata? Que animal come batata? E crua.&lt;br /&gt;- Sei lá ué, claro que deve ter. Então os animais tavam esperando o homem pra assar eles no churrasco também.&lt;br /&gt;- Nah, mas animais se comiam crus. Churrasco vem depois. Tá, tudo que é orgânico faz bem pro que é orgânico. Sim, tem vida, a gente pega emprestado, como no Avatar. Mas... a batata só pode ser comida cozida, só assim é digerida por qualquer organismo, os carboidratos são melhores aproveitados. Ela, crua, não serve.&lt;br /&gt;- Acho que não, acho que serve.&lt;br /&gt;- Ela esperava o homem e o fogo agirem sobre ela em conjunto. Ela tava lá. Nenhum selvagem poderia fazer nada. Não é a mesma coisa que um gorila pegar e quebrar uma água de coco pra beber a água. Com fogo, é diferente. Fazer e manejar... Nenhum animal come uma raiz assim dura.&lt;br /&gt;- Claro que come! Deve ter...&lt;br /&gt;- Hm... Tem o coelho, que come cenoura. E é verdade, é meio dura crua.&lt;br /&gt;- Tem beterraba também...&lt;br /&gt;- Bah! Quem come beterraba crua?&lt;br /&gt;- Sei lá! O mesmo que come batata crua...&lt;br /&gt;- Hm. Sei lá. Bem, devia ter.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-6475273812742311113?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/6475273812742311113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=6475273812742311113' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/6475273812742311113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/6475273812742311113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2010/01/batatas-recheadas.html' title='Batatas recheadas'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-4536907506722649229</id><published>2010-01-18T12:29:00.000-08:00</published><updated>2010-01-18T12:32:17.338-08:00</updated><title type='text'>Menos sol</title><content type='html'>é maior o céu com nuvens&lt;br /&gt;pois o sol revelado&lt;br /&gt;se faz sentir mais perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nuvens são longe,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;são várias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-4536907506722649229?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/4536907506722649229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=4536907506722649229' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/4536907506722649229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/4536907506722649229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2010/01/menos-sol.html' title='Menos sol'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-6841035907604373996</id><published>2009-09-15T17:20:00.000-07:00</published><updated>2009-10-01T17:57:42.408-07:00</updated><title type='text'>banda Falsa Valsa: um ponto de partida</title><content type='html'>A identidade da Falsa Valsa tem sua condição de existência apontada para o ambiente do pós-Punk, isso por seus integrantes terem no passado feito parte de bandas de ambições ou flertes com o som e lirismo daquela contracultura violenta e anarquizante. Hoje estão superarados a adolescência e seus cultuados básicos três acordes, assim como aconteceu com os genuínos representantes do pós-Punk nos meados dos 80´s. Porém, há um resquício daquela atitude mais agressiva do radicalismo Punk, resquício que sem dúvida é sinônimo da essência Rock. Nutrida da disposição de desprendimento roqueiro, a Falsa Valsa busca alternativas outras para criar em seu tempo. No caso, evitar o desplugado e principalmente a gaita de boca.&lt;br /&gt;Se os integrantes da banda abandonaram sua adolescência, também descartam a idéia da influência &lt;span style="font-style: italic;"&gt;folk&lt;/span&gt; como alternativa para o amadurecimento estético musical. Em meio a um revivalismo dylanesco e, em paralelo, um ar neo-Mod sessentista que impregna a primeira década do século 21, a Falsa Valsa pretende aniquilar qualquer indício de nostalgia de época e "contraculturesca". Parte dos anos 80, entendendo como uma fase de ressaca social, de egoísmo e desprendimento dos ideais coletivos (e não há timbre mais estimulante para a confraternização do que os sopros numa gaita de boca), para ser influenciada por Música de Cabaré (sim, espécie de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;folk&lt;/span&gt;, porém mais para o velho mundo e não canônico), Flamenco, Valsa, Polca, Música Erudita, Jazz, Rock germinal, e claro, pós-Punk. A influência lírica tampouco vem de literaturas que nutriram aqueles movimentos sociais e musicais de que hoje se tem saudade, mas sim de textos realmente pioneiros da essência desprendida e individualista do Rock, localizados no século XIX e primeira metade do século XX.&lt;br /&gt;Lirismo e influência sem nostalgia, evidentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheça a banda: &lt;a href="http://www.myspace.com/falsavalsa"&gt;www.myspace.com/falsavalsa&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-6841035907604373996?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/6841035907604373996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=6841035907604373996' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/6841035907604373996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/6841035907604373996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2009/09/banda-falsa-valsa-um-ponto-de-partida.html' title='banda Falsa Valsa: um ponto de partida'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-8876935195456791408</id><published>2009-06-16T18:45:00.000-07:00</published><updated>2009-06-16T19:41:51.851-07:00</updated><title type='text'>Peach blush</title><content type='html'>O rubor alcaline do pêssego, puntualismo da graciosidade, sorriso aquecido, e é assim que se desenham os melhores sorrisos - num alastramento sutil de seu calor. Um par para o algodão do pijama, complemento para as cores da manta, a pele de moleton que atrai para o abraço, assim, nada oleoso, nenhum reflexo de luminosidade, como é o caso de outras cascas de conteúdo ácido e naturalmente para faces de reprovação, frutos forçados. O melhor rubor não está em peles oleosas, essas que o alastram numa timidez sem delicadeza, uma timidez que eu até diria ter algo de viril, e se não for isso, algo de sem encanto de curvas, não me agradam penhascos para meus olhos, ou mais texturas - agradam-me cheiros.  O rubor alcaline do pêssego é o que eu amo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-8876935195456791408?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/8876935195456791408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=8876935195456791408' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/8876935195456791408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/8876935195456791408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2009/06/peach-blush.html' title='Peach blush'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-7856517771042466525</id><published>2009-05-18T18:56:00.000-07:00</published><updated>2009-05-18T19:53:47.140-07:00</updated><title type='text'>Da universalidade</title><content type='html'>Na divisão do homem entre o universal e o   específico, a parte linear do assunto incita, mesmo no mais radical adepto do instavél e extinguível. Desde os gregos, a heróica eternidade... Nos ultra-românticos, a "bela morte"... Num eixo, o infinito; n'outro o compartilhado por todos.&lt;br /&gt;Exemplo de universalidade são os ruídos sutis que a mulher faz durante o sexo. Não importa seu timbre de voz - todo gemido de uma rapariga excitada é algo padrão da espécie. Claro, de preferência tomemos os sons quando de boca fechada e em início de excitação, pois num estado mais excedido o timbre de voz se destaca, levando à especificidade. Uma namorada, prostituta ou a mais profissional atriz pornô: não há diferença. Todas se repetem nos primeiros sons de regozijos clitorianos, tímidas ou desinibidas. Penso que seria aquela puntual lubrificação inicial. O gozo do  primeiro nível atingido, a segurança da umidade; depois disso, é quase certo que tudo fluirá melhor, como o estágio &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rapid eye movement&lt;/span&gt; do sono: chegando ele, estamos encaminhados. Igual misto de júbilo e satisfação nervosa de se perder, tanto para as sexualmente ativas quanto para as virgens ou frígidas. O que varia é o tempo desse estágio para cada uma. Ali onde as putas sentem-se virgens; lá onde as virgens animam-se com o horizonte de puta se desenhando... Um belo momento de universalidade feminina, núcleo da eterna afirmação que todas são iguais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-7856517771042466525?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/7856517771042466525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=7856517771042466525' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/7856517771042466525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/7856517771042466525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2009/05/da-universalidade.html' title='Da universalidade'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-7094629064519854209</id><published>2009-05-11T12:19:00.000-07:00</published><updated>2009-05-11T12:22:01.777-07:00</updated><title type='text'>Da estética do sono</title><content type='html'>Falta no efeito de cinema&lt;br /&gt;Ineficaz realismo de poeta&lt;br /&gt;É ilustrar a pálpebra se deixando&lt;br /&gt;Veneziana em bocejos&lt;br /&gt;Para o cair do sono&lt;br /&gt;Ao ver do que nele cai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há olhos semicerrados indo ao sonho&lt;br /&gt;Nem pôr-de-olhar&lt;br /&gt;Nem ver estreito&lt;br /&gt;Nem cílios venerando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois antes de todo processo&lt;br /&gt;Em sonho ele já vem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-7094629064519854209?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/7094629064519854209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=7094629064519854209' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/7094629064519854209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/7094629064519854209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2009/05/da-estetica-do-sono.html' title='Da estética do sono'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-5859117799132403513</id><published>2009-05-06T21:03:00.000-07:00</published><updated>2009-05-06T21:20:50.184-07:00</updated><title type='text'>Tráfego de outono</title><content type='html'>O semáforo - um arco-íris em semi-arco&lt;br /&gt;poste e parafuso&lt;br /&gt;caixa de um par de primárias&lt;br /&gt;uma secundária&lt;br /&gt;o plano de fundo - tersol do horizonte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenção por um olhar doente;&lt;br /&gt;Pare e Siga a favor da noite&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-5859117799132403513?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/5859117799132403513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=5859117799132403513' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/5859117799132403513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/5859117799132403513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2009/05/trafego-de-outono.html' title='Tráfego de outono'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-848287244251481854</id><published>2009-04-06T13:27:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T14:02:55.232-07:00</updated><title type='text'>Fundamental</title><content type='html'>O Ensino Público não muda seus cheiros. A quina do concreto que separa as cabines de privacidade no banheiro têm a sua falha que lembra uma cozinheira gorda executando um passo de ballet, a falta do papel higiênico, os pêlos pubianos fixados pelo muco de alunos vestidos com roupas que vinham já passando adiante, roupas que duram gerações, de temas e bordados de época, professores que se sensibilizam e vêm à escola com blusas manchadas e jóias baratas,  e dentes maltratados, o batom no cigarro na sala de reuniões que provoca temor e cortinas, a elegância dos tutores que já no ponto de ônibus seriam nada elegantes, pessoas que seguram sacolas, o giz esquecido nos seus dedos, as professoras de pés róseos, esmalte na unha vermelha, e o que impera é que se sensibilizam, que poderiam estar ali nus, já que a sensibilidade coletiva jamais permitirá elegância, a não ser que se faça doações, o recreio e os suores urinados, a grama esquecida nos cabelos duros, até o ponto de ônibus, até em casa a grama nos travesseiros, as picadas de mosquito coçadas por tiras de chinelas, o calor, a desatenção, a falta de escolha, as tentativas... Desde a minha Pré-Escola, os cheiros não mudaram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-848287244251481854?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/848287244251481854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=848287244251481854' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/848287244251481854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/848287244251481854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2009/04/fundamental.html' title='Fundamental'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-2282296453683500028</id><published>2009-04-01T12:33:00.000-07:00</published><updated>2009-04-01T13:45:20.076-07:00</updated><title type='text'>Luar</title><content type='html'>Suas ruas&lt;br /&gt;Ruas tuas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é meu caminho&lt;br /&gt;O suar ruas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São ruas&lt;br /&gt;E não as suas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-2282296453683500028?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/2282296453683500028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=2282296453683500028' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/2282296453683500028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/2282296453683500028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2009/04/luar.html' title='Luar'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-8078742948051264183</id><published>2009-03-04T19:27:00.000-08:00</published><updated>2009-03-04T19:29:01.295-08:00</updated><title type='text'>Maki Filadélfia</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(para Lica)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piki piki chegou o sushi diz&lt;br /&gt;Piki piki Lica piki&lt;br /&gt;E os pés piki piki fazem piki&lt;br /&gt;No carpete até a porta&lt;br /&gt;Só piki&lt;br /&gt;Mas chegaram makis, uramakis, niguiris&lt;br /&gt;Então piki niguiris piki makis&lt;br /&gt;Uramakis nigui pikis uraniguis&lt;br /&gt;E os pés piki piki fazem piki&lt;br /&gt;Até a mesa&lt;br /&gt;E silenciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serve-se o silêncio dos sushis&lt;br /&gt;Servem-se fatias de arroz&lt;br /&gt;Um Filadélfia escutemos&lt;br /&gt;Este o primeiro que ela quis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som é todo muito cru&lt;br /&gt;Sem crocante no salmão&lt;br /&gt;Salmão, salmão, nome de grito&lt;br /&gt;Quieto parece mais bonito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wasabi raiz forte cria vida&lt;br /&gt;Salmão vira língua e língua salmão&lt;br /&gt;Existe um oceano escuro de shoyo&lt;br /&gt;É onde todos naufragarão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, se não fosse o cream cheese!&lt;br /&gt;Surdas notas de laticínio&lt;br /&gt;Casa e morre com o sushi&lt;br /&gt;Pois o silêncio é o fascínio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cebolinha até faz ruído&lt;br /&gt;Resmunga um pouco, maki maki&lt;br /&gt;Um pé escuta e faz um piki&lt;br /&gt;E a Lica acha divertido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-8078742948051264183?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/8078742948051264183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=8078742948051264183' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/8078742948051264183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/8078742948051264183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2009/03/maki-filadelfia.html' title='Maki Filadélfia'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-685392934365329514</id><published>2009-03-03T12:02:00.000-08:00</published><updated>2009-03-03T12:44:06.485-08:00</updated><title type='text'>young James Joyce</title><content type='html'>"&lt;br /&gt;- Aristóteles não definiu piedade e terror. Eu sim. Eu digo...&lt;br /&gt;Lynch se deteve e disse bruscamente:&lt;br /&gt;- Pare! Não vou ouvir! Estou enjoado! Ontem à noite saí numa orgia desprezível com Horan e Goggins.&lt;br /&gt;Stephen prosseguiu:&lt;br /&gt;- A piedade é o sentimento que detém a marcha do espírito na presença de tudo que é grave e constante nos sofrimentos humanos e o une ao sofredor humano. O terror é o sentimento que detém a marcha do espírito na presença de tudo que é grave e constante nos sofrimentos humanos e o une à causa secreta. (...) A emoção trágica é, na verdade, um rosto olhando em duas direções, a do terror e a da piedade, sendo ambas faces dela. Sabe, eu uso a palavra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;deter&lt;/span&gt;. Quero dizer que a emoção trágica é estática. Os sentimentos despertados por uma arte imprópria são cinéticos, desejo ou ódio. O desejo nos incita a possuir, a ir em busca de alguma coisa; o ódio nos incita a abandonar, a deixar para trás alguma coisa. Essas são emoções cinéticas. (...) A emoção estética (eu emprego o termo geral) é por conseguinte estática. O espírito é detido e elevado acima do desejo e do ódio.&lt;br /&gt;- Você diz que a arte não deve despertar o desejo - disse Lynch. - Eu lhe disse que um dia escrevi meu nome a lápis na nádega de Vênus de Praxíteles no Museu. Isso não foi desejo?&lt;br /&gt;- Estou falando de naturezas normais - disse Stephen. - Você também me disse que quando era um menino naquele colégio carmelita encantador você comia pedaços de estrume seco de vaca.&lt;br /&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Trecho de "Um retrato do artista quando jovem" (1916)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-685392934365329514?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/685392934365329514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=685392934365329514' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/685392934365329514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/685392934365329514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2009/03/james-joyce.html' title='young James Joyce'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-7426747906015546930</id><published>2009-03-02T18:53:00.000-08:00</published><updated>2009-03-02T19:16:17.027-08:00</updated><title type='text'>2009/1</title><content type='html'>Ânimo para este semestre. No retorno à correria da faculdade e semi-viagens de ônibus entre Centro e Campus de polos opostos, fui tomado por um ímpeto intelectual sem igual. Idéias  para TCC desde já, pesquisa e trânsito rápido nas vias silenciosas da biblioteca, leitura de textos teóricos crus, apontamentos pertinentes. Sem disposição para dispersões num minuto do dia sequer. Isso até mais tarde empunhar o Mini-Luft na calma do quarto, desejando algo mais denotativo da expressão "clivagem", e me ter para o pomposo vocábulo anterior, "clitóris".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-7426747906015546930?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/7426747906015546930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=7426747906015546930' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/7426747906015546930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/7426747906015546930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2009/03/20091.html' title='2009/1'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-8488442738643908448</id><published>2009-02-04T16:10:00.000-08:00</published><updated>2009-02-04T16:54:53.689-08:00</updated><title type='text'>Gravidade</title><content type='html'>O homem é feito para a gravidade&lt;br /&gt;O seu consumo cai&lt;br /&gt;Ou não cai bem...&lt;br /&gt;Cai sempre porém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-8488442738643908448?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/8488442738643908448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=8488442738643908448' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/8488442738643908448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/8488442738643908448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2009/02/gravidade.html' title='Gravidade'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-707281558114204059</id><published>2009-01-27T11:09:00.000-08:00</published><updated>2009-01-27T16:21:20.709-08:00</updated><title type='text'>Insone</title><content type='html'>Meu pé, meu pêndulo&lt;br /&gt;Espreguiço contra meus ponteiros&lt;br /&gt;De pontas cabeça&lt;br /&gt;Meu ritmo&lt;br /&gt;Meus limites de tempo&lt;br /&gt;Meus números&lt;br /&gt;Meu sentido anti-horário&lt;br /&gt;Meu horário sentido&lt;br /&gt;Minhas poucas horas&lt;br /&gt;Entre meu rosto dormido&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-707281558114204059?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/707281558114204059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=707281558114204059' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/707281558114204059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/707281558114204059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2009/01/insone.html' title='Insone'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-5863584841503619172</id><published>2009-01-23T15:47:00.001-08:00</published><updated>2009-01-23T15:47:42.018-08:00</updated><title type='text'>O melhor do Mistério</title><content type='html'>O melhor do Mistério&lt;br /&gt;É que ele&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-5863584841503619172?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/5863584841503619172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=5863584841503619172' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/5863584841503619172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/5863584841503619172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2009/01/o-melhor-do-mistrio.html' title='O melhor do Mistério'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' 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Mas ela achava menos pesada a dor da fome, e ainda poucas palavras tinham um gosto tão amargo quanto brócolis ou eram neutras como aquele detestável chuchu. Ainda mais sentindo o perfume dos cabelos dele, que eram longos. Assim, quando estavam na parada de ônibus, entre cheiros de combustível e pessoas cansadas, tinha vontade de se apertar mais contra ele, sabia que os cabelos compridos eram acolhedores e dariam bem melhores sensações, não exigia assim que ele falasse, ao menos tivesse mais gestos compensando então. Ela observava os longos fios, tão longos quanto o tempo até o próximo encontro com ele, e desejava poder passar seus dedos entre o tempo, como um carinhoso passatempo, assim como fazia no seu amado. Mas o problema é que o tempo era um emaranhado de longos cabelos que, ao passar os dedos, estes paravam em nós, tornando tudo mais dolorido e cansativo. Enfim, o ônibus chegou, beijaram-se, e ela se olhou no espelho, arrumando o penteado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-7926544715110748939?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/7926544715110748939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=7926544715110748939' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/7926544715110748939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/7926544715110748939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2009/01/fios.html' title='Fios'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-6048965424616677223</id><published>2009-01-14T04:16:00.000-08:00</published><updated>2009-01-16T06:31:29.776-08:00</updated><title type='text'>Cinema 3D</title><content type='html'>Dizia Walter Benjamin que o cinema, produção de relativo grande custo, é um formato de arte destinado ao coletivo, não o individual, já que é impossível uma pessoa só cobrir os gastos da produção inteira; o público compra o ingresso, não o filme. Portanto, diferente de um livro ou um quadro (original ou cópia), possíveis de se possuir, serem "nossos". Dizendo isso, ele não considerava a futura existência do vídeo cassete, um tipo de cinema particular, levado para casa. (Vale lembrar que o teatro ou uma ópera poderiam ser postos ao lado do cinema, visto que não há como o público os levar para casa. Mas como Benjamin pensava a arte como produto de consumo, de posse, e mais que tudo algo que pudesse ser feito em série, possível de se obter uma cópia idêntica a outra, um objeto enfim, é possível traçar a diferença entre tais artes).&lt;br /&gt;Então, após a invenção do vídeo cassete, e nosso mais contemporâneo DVD, falou-se da crise das salas de cinema, sendo desnecessário citar as vantagens de o ter em casa, de o possuir como produto. E, se grande parte do público considera impossível essa morte, tendo as salas de cinema como um ritual que jamais sairá de costume para o lazer, além de as estréias chegarem aí primeiro, agora outro atrativo dá um extra de vigor para o escurinho compartilhado por talvez centenas de olhos atentos, milhares de grãos de pipoca e gargalhadas de todos os timbres, idade, duração e momento: a tridimensionalidade. Agora é cinema 3D. O negócio tá pirotécnico. Até animação de doces enredos é capaz de assustar, provocar gritos e pequenos constrangimentos enquanto a graciosa espectadora se adapta a tudo isso que vem. As poltronas próximas, com desconhecidos, chegam a poupar o "pshhht!", já que com eles também foi assim faz pouco. É divertido, é tudo novidade. Imagina filme de terror! Quero tudo, quero até "EU SEI QUE AINDA SOUBEMOS O QUE FIZESTE EM VERANEIOS REMOTOS etc" em 3D, quero "JOGOS MORTAIS XVIII" em 3D, quero remakers, "E o Vento Levou" em 3D, "Cidadão Kane" em 3D, "O bebê de Rosemary" em 3D, "Tomates Verdes Fritos", "Cegos, Surdos e Loucos", "Loucademia de Polícia", "Ace Ventura", tudo em 3D. Agora vão ter que fazer tudo ok&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-6048965424616677223?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/6048965424616677223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=6048965424616677223' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/6048965424616677223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/6048965424616677223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2009/01/cinema-3d.html' title='Cinema 3D'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-4157715611950111947</id><published>2008-12-22T14:36:00.000-08:00</published><updated>2008-12-23T06:24:09.451-08:00</updated><title type='text'>Janela</title><content type='html'>Uma janela não tem outro uso senão ser margem; jamais o vidro, as folhas e venezianas dão algo mais que distração. E é ainda mais insignificante quando só tem fins práticos – permitir a passagem de ar e luz ou observar o que se passa no lado de fora ou de dentro. Ela cede algo que nem dela é. De uma tela viva, sendo que o conteúdo não lhes pertence, janelas são apenas molduras. Arquitetos desenham alguns atributos mais decorativos, pode ser em si muito bonita, no entanto uma janela de forma alguma superará o que acontece através de seus vidros ou madeiras. Mas houve aquela janela que hoje me pertence.&lt;br /&gt;Lá está Luísa entre suas novas cortinas, mais uma vez à minha espera. Mudou-se faz quatro meses. Antes morava na Rua dos Prados, 61, e não qualquer 61, era um número bonito de se ver, misturava-se com a delicadeza das cores envelhecidas, um rosa dominante que parecia cheirar bem. Talvez causasse em mim essa impressão porque logo acima, pouco mais à direita, Luísa surgia entre a antiga moldura de janela, as velhas cortinas, ou nem velhas; eram densas. De qualquer modo, a menina deixava a casa radiante e jovem, como se o rosto de uma idosa mulher com suas rugas e pele murcha conservasse um aspecto de flor. Toda a flor é murcha, dificilmente as flores são perfeitamente lisas, e isso Luísa deixava claro no aspecto da sua velha casa, da janela. Mas apesar de tudo, tenho dúvidas se para isso era fundamental sua presença entre a moldura.&lt;br /&gt;Como já foi dito, havia sua janela, e ainda há sua janela, mas há outro morador na casa da Rua dos Prados agora. Não é mais sua. Não é mais nossa. Hoje Luísa me espera num apartamento, portanto em outra janela, e eu dificilmente surjo para seu sorriso, na calçada. O que houve com nosso amor? Desde que se mudou, tenho ido regularmente até o número 61, sozinho, observar de longe a respectiva janela. Vez em quando aparece um gordo velho e suado que ali vive sozinho. Toda vez apóia-se nos grandes braços de pêlos que se amassam e lhe causam certo desconforto, precipitando um cuspe sobre o gramado. Nesses momentos evito olhar para lá, pois busco ver somente a janela. Se assim, sozinhos ela e eu, permaneço mirando sua beleza até o anoitecer, embalado por suspiros apaixonados, sem notar o correr do tempo. Luísa reclama a minha ausência. Aborrecida, quer saber onde me encontro nos finais de tarde. Essas últimas semanas foram palco de muitas brigas. Sempre que se descontrola e bate a porta, eu acabo me retirando, desço as escadas lamentando em silêncio, mas com certo desinteresse. Então ela se dirige à sua janela do apartamento, chora não entendendo o que se passa. Eu, só não entendo. Percorro calçadas, quebro esquinas. Aos poucos mais sereno e com certa alegria, passeio em calçadas, dobro esquinas, até chegar onde posso avistar minha janela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-4157715611950111947?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/4157715611950111947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=4157715611950111947' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/4157715611950111947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/4157715611950111947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/12/janela.html' title='Janela'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-153743770508659017</id><published>2008-12-15T14:03:00.000-08:00</published><updated>2008-12-18T06:37:05.659-08:00</updated><title type='text'>Viagem Astral</title><content type='html'>Tive a experiência de uma violenta convulsão em alfa hoje à tarde, e mais uma vez encorajo-me a procurar material sobre a tal &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;viagem astral&lt;/span&gt; de que tanto se fala nas rodas esotéricas e outros cantos &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;beatniks&lt;/span&gt;. É verdade que me fascina a astrologia, mas quando chega o assunto &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;entidade&lt;/span&gt;, aí me puxo em silêncio. É porque um se diz ciência, outro conota religião, e em religião a gente sempre encontra um irmão mais desenvolvido, um guia-mentor, todo com seu humor meio melancólico, observado, meio que trabalha, sem capeta, e se tem capeta o irmão ri e diz "óia óia, tô me passando, he he, todo mundo se dá uma passadinha vez em quando, he he", meio padre ou palestrante ou gente com problema hormonal. Esse assunto de entidade buscando ajuda ou vindo auxiliar é uma chatice, mas não deixa de ter um potencial medonho. Me tremi os nervos da cabeça aos pés antes ali sobre o colchão, não sabia nem se respirava, era lenda movimentar o dedo, mas tava consciente, lutando. O ventilador me ameaçou junto com uma presença estranha, me assoprava gritando na cara, palavras totalmente incompreensíveis, sussurros me babando, parecia, eu sem poder fazer nada, só fechar os olhos e tentar me livrar disso tudo. Coisa séria, coisa chata, me vi atordoado e impulsionado a procurar um irmão-mentor mais desenvolvido prum auxílio, um toque, uma mão pra ver o que tá acontecendo, isso sempre me acontece na verdade, e diz que tem gente que gostaria de ser assim, meio sensitiva. O problema é que, como falei, é coisa chata tu acabar concluindo que o sentido da vida é esse, que realmente tem uma entidade ali te atazanando, aquele cheiro de vela e de pele de velha benzedeira/brechó é que é a real da vida, que é pra isso que se deve dar atenção. Imagina eu deixar a convulsão me levar e até pairar no ar, me ver deitado embaixo e acabar tendo ao lado uma alma penada em traços desfigurados me xingando, em forma de cuia, de &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;sasquatch&lt;/span&gt;, ou sei lá como. Pra puta que pariu! Se é pra ser assim, quero meu Urano de Aquário, minha influência mais objetiva e sem medo, que me inclina pra abstração. Esse negócio de religião perde toda abstração, explica tudo e deu, e lá vou eu querendo ir atrás dum sem-vergonha que diz viajar pro centro da Terra ou pras "pirâmida" com os amigos em viagem astral, e que ri quando eu faço um comentário de estética passadinha, fraca. Sou mais é do desenvolvimento/amadurecimento estético, nada desses papos de luz... Mas que é uma barbaridade o cagaço duma convulsão em alfa, é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-153743770508659017?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/153743770508659017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=153743770508659017' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/153743770508659017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/153743770508659017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/12/viagem-astral.html' title='Viagem Astral'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-4556972911849495498</id><published>2008-12-14T12:39:00.000-08:00</published><updated>2008-12-15T19:01:00.278-08:00</updated><title type='text'>Frutos do Brasil *</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-style: italic; text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;* &lt;/b&gt;conto final do "Seminário de Criação Literária I", disciplina organizada pelas professoras Márcia Ivana de Lima e Silva, e Jane Tutikian, do Instituto de Letras UFRGS. Nele, foi unido todo o conteúdo visto em aula ponto a ponto, que abrangeu tempo, narrador, espaço e personagem. Este texto surgiu do primeiro exercício proposto, a ficcionalização de uma celebridade real. Como já foi visto em posts anteriores, no meu caso foi criada uma Andressa Soares intelectualizada. Conheça, então, sua estória completa.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;I&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Morena de jeitos desde pequena, Andressa, o nome ondulado e volumoso como seus cabelos. Fortes dentes-de-leite riam serelepes e infantis nas brincadeiras, enquanto na calma os olhos intensos brilhavam ao imaginar, lendo sua coleção de livros, presente dos pais. Porém não era exatamente uma calma que sentia; antes uma euforia curiosa de imagens só suas. “Ai, o que será que vai acontecer?” escreviam seus olhos para quem a percebesse caminhando expressões atentas sobre as páginas, os pequenos dedos auxiliando para trazer outras mais, cheias daquele parar e pensar que dava cores e uma feliz ansiedade.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Apaixonou-se por manter seus olhos brilhando. Gostava muito de Monteiro Lobato. Na adolescência, teve contato com Macedo, Alencar e Machado, e desde já se destacava de seus colegas, todos concebendo literatura como algo distante e sem proveito para os dias. Mas Andressa, não. Pra lá e pra cá, vivia acompanhada de um mancebo apaixonado, como o Augusto de Carolina, "A Moreninha". Quando ia à praia com a família, esperava encontrar seu amor ali, um príncipe a lhe prometer a realização futura. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Os anos passavam, e a vida de sonhos de Andressa foi revelando aos poucos certa aspereza em não ser bem possível a condição plena de protagonista, fazendo brotar em si desde quedas de ânimo como plumas que dançam para a gravidade, até chegar ao peso desiludido com a realidade e sua ordem cotidiana, sem surpresas, sem encaixes perfeitos entre os acontecimentos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;II&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Na maioridade, Andressa descobriu que toda sua paixão era o seu próprio país. A essência da menina fora construída a partir da busca romântica inspirada por uma sensibilidade brasileira. Voltou a ler Alencar, porém agora atentando para o projeto de Literatura Nacional, os romances indianistas e o regionalismo. Durante um período chegou a ser tão radical quanto Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, mas observa-se a realidade com olhos diferentes dos que lêem grandes romances: Andressa não ganharia a simpatia de nenhum testemunho de sua vida por levar consigo um caráter quixotesco. Todos amigos dela adoravam Policarpo Quaresma, no entanto chamavam de maluca a moça, já que tinha como um herói inspirador aquele humilde funcionário público e seu ufanismo fictício. Assim, ela chegou a entrar &lt;st1:personname st="on" productid="em crise. Para"&gt;em crise. Para&lt;/st1:personname&gt; onde canalizaria toda uma paixão que tinha dentro de si? Algo pulsante, maior que ela, ou ela mesma, não era possível compreender muito bem.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Eis que, em certo dia, um comercial de televisão chamou sua atenção. A frase de impacto surtiu efeito sobre Andressa. Repetia frente ao espelho, com novo ânimo: "Eu não desisto nunca!". Encontraria sua realização, resumida desde os mais tenros anos, mesmo que lá ainda não soubesse, no desejo de carregar em si uma autêntica expressão de sua nação. Saiu de casa obstinada em conhecer todos os ambientes, todas as culturas, todas as faces e tribos que compõem a hibridez brasileira.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;III&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Testemunhas dizem que, à primeira vista, ela estranhara aquele tal de &lt;i&gt;Baile Funk&lt;/i&gt;. Adentrou hesitante no pavilhão, andou em círculos, percorreu os ambientes com minúcia reservada. Prestou muita atenção nas coreografias dos freqüentadores, ao embalo da música característica, geral. Esforçou-se para manter reações em harmonia com a circunstância. Por fim, resolveu tentar o ritmo, as danças "coladas", as "descidas até o chão", como referiam.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Jamais esqueceu a primeira vez que a chamaram "popozuda".&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Andressa passou a freqüentar os bailes semanalmente. Depois, de 3 em 3 dias e até diariamente. Fez muitas amizades. Chegou a fazer lipoaspirações. Andressa... Na verdade, poucos a conhecem por seu nome verdadeiro, talvez apenas os primeiros amigos nos círculos dos bailes. Hoje é uma sonhadora realizada, enfim chegou àquele seu objetivo mais profundo, quem diria, uma autêntica brasileira, acolhida por seu povo! É considerada na atualidade a mulher mais "popozuda" da história. Andressa Soares, nossa querida "Mulher Melancia".&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;IV&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;No camarim, um aparelho de DVD como o centro, a tela da TV rodando o &lt;i&gt;menu&lt;/i&gt; daquele vol. 5 de &lt;i&gt;Sucessos do RAP para Karaokê&lt;/i&gt;, método eficiente de chegar a uma razoável imposição da voz e até memorização de rimas, caso fossem necessárias improvisações de palco. Sobre o pequeno bidê com luminárias néon, alguns livros empilhados, e podia-se ler através da cerveja quente no copo, dourados e decorados com espumas, os títulos &lt;i&gt;A Hora da Estrela&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Macunaíma&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Morangos Mofados&lt;/i&gt;, este último, aliás, recém acomodado ali pelo segurança Gilberto que, pensando se tratar de algum livro humorístico de receitas para sobremesa, veio a constatar narrações confusas, “psicodelias anais” ele diria se tivesse mais ferramentas expressivas, mas em silêncio agora palitou os coloridos quitutes de pepino e beterraba entre as decoradas bandejas de frutas, tudo sobre a mesa. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;“A patroa é outra história. E a Edilene em casa?, esperando e rindo pouco, pra você. &lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;A&lt;/span&gt; voz da Edilene, de vidro, de vidro recém quebrado, ainda sem costume que ele quebrou. Toda vez é a mesma coisa, algo faltando em casa e a Edilene sangrando o ar, o vento, as notícias do jornal, com eco ainda, de quando se estraçalhou. Não sabe nem ir descendo, descendo, só faz é neguinho se incomodar, isso que sabe bem. E sua patroa ali, com música, dando aqui do que comer, olha só, e sempre rindo que é uma flor. Eu quero é viver trabalhando, meu trabalho é meu lar, e lá minha casa é que é o pesado.” &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Havia bananas, morangos, maçãs e uvas, também uma só melancia, mas a famosa melancia que seguia Andressa Soares, querida por todos, recém chegando perfumada para um abraço caloroso em Gilberto, o fiel Gilberto, de apelido carinhoso “Peri”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;V&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;- Andressa! Andressa! E o seu... Com licença! Andressa! Aqui! E o seu passado? Temos conhecimento que você, até os vinte anos, foi uma jovem estudiosa e promissora para a produção intelectual do país. O que você tem a nos dizer sobre o seu passado?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Melancia locomovia-se com dificuldade, cercada pela seqüência interminável de flashes, gritos, hálitos e espumas de microfone. Tratava-se de uma tentativa de entrevista para o &lt;i&gt;TV TOP Glamour POP&lt;/i&gt;, cujo repórter estagiário, desde o curso pré-vestibular inquieto pela ética nas mídias, deixava uma provocação para a cogitada celebridade. Esta não replicou imediatamente, não bem possível saber se por motivos pessoais ou porque de fato a situação era dificultosa, tinha de manter sorrisos, dar atenção a todas emissoras, estar carismática com fãs mais exaltados e alguns comentários mais obscenos, beirando a patologia. Também não sabemos se a Andressa agradava todo o caos que faz girar o mundo da fama, porém temos o testemunho daquele seu desejo antigo, como também podemos notar que sua disposição para dentes exageradamente expostos e olhares ofegantes de simpatia não se esgota. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;O jovem repórter, de baixa estatura e com lisos cabelos finos, tinha o couro ameaçado por fendas acusadoras de uma futura calvície, e onde havia só pele também vertia muito suor. Se em algum momento de seus dias suas feições encontravam-se relaxadas, talvez a pele fosse lisa, porém agora vinha contraída ou eram aquilo marcas de muita contração, leitos de sudoreses e trabalho, de vida sempre a sério, se &lt;i&gt;a sério&lt;/i&gt; for jamais se desligar de um ideal.&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Nossa Melancia enfim deu atenção à pergunta de Marcos Graça, o sério repórter. “E seu passado?” ele repetia, aos solavancos e pulos que encenavam o teor provocativo. Ela, tranqüila e com certa desenvoltura lasciva, finalmente sorriu em atenção a ele:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;- Querido, se olho pra trás, eu vejo apenas o que todos vocês querem ver. A diferença é que vocês enxergam bem melhor que eu.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;VI&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;A pizza que Melancia aguardava finalmente chega. Que demora! Desce à entrada do prédio, agradece ao motoqueiro, mas não deixa de fazer uma breve repreensão pelo tempo que esperou, o rapaz se desculpando, mas garantia que a demora se dera na própria pizzaria, não em sua viagem, partilhando da indignação da moça. Entrega-lhe a pizza cuidadosamente, pede se não precisa de ajuda, “Imagina! Obrigada e boa noite!”. Alguns vizinhos, espiando nas sacadas, fazem gracejos entre si: “Eis o segredo para manter aquele diâmetro de melancia!”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Nossa musa fecha a porta do ap., deixa a entrega sobre a mesa, na sala, e vai pegar alguns talheres na cozinha. Volta ansiosa pelo controle remoto, carregando junto com o prato e os talheres algumas bisnagas de condimentos. Play no DVD e regozijo, seu momento de paz consigo, uma nostalgia dos tempos de criança. Acrescentou ao prazer que tal nostalgia seria temperada com o vapor da pizza, ao desempacotar sua embalagem para viagem, um momento perfeito. Tudo isso se não fosse o susto. Um susto tão intenso que o grito instintivo acabou a deixando rouca por dois dias após este, comprometendo os shows onde participava com breves orações. Engasgou-se; tossia, tossia desesperadamente, correu até o banheiro e deixou ali sobre a mesa aquela pizza de melancia com pedaços de carne humana fresca, identificáveis facilmente como nacos de glúteos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;VII&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;De que vale um espelho, simples reflexo, para uma vaidosa mulher? Temos Narciso afogando-se no lago por nutrir-se de si, porém não há Narcisa alguma.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Andressa, entre o espelho e Gilberto, pede que este fique.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;- Peri, o que você acha do meu short?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;- A senhora está muito bonita - banhado em suor o segurança, como todo o ambiente, a música lá fora vindo sufocada para o camarim e sua delicada paz, onde está o sufoco de Gilberto, as feminilidades de Melancia.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;- Peri, você parece encabulado! - ainda com atenção ao espelho.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;- A senhora não está errada... Como seu empregado, é certo que eu seja assim, às ordens e recolhido.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;- Deixa disso! Me vejo sua amiga, não patroa. Você gosta do que canto e, aliás, dança muito bem!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;- Ora, dona Andressa... você é a musa do &lt;i&gt;funk&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;- Musa? Isso me faz lembrar poesia. Não só lembrar, como eu vejo poesia aqui. E sabe de uma coisa? Você é um poeta.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Gilberto sorriu.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;- Sou seu segurança, dona Andressa.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;A Mulher Melancia deixou o espelho, virando-se para o interlocutor, um homem de seus trinta anos, moreno e forte, medindo dois metros e alguns centímetros de grosso cabelo para cima.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;- Repita isso, mas sem o "dona".&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;- Como?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;- Apenas repita, vamos!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;- Sou seu segurança, Andressa.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Melancia estendeu lentamente os braços, pedindo mais uma vez que repetisse.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;- Sou seu segurança, Andressa - dizia Gilberto, e não percebendo que "segurança" é uma palavra feminina, a ele sendo tratada com pronome possessivo masculino "seu segurança, Andressa, seu segurança, Andressa", continuou a repetir sem notar o efeito e também não percebia mais a música sufocada lá fora, enquanto que Andressa não percebia suas pernas, nem mais onde estava ou quem era, apenas sabia que se desfizera em segurança.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;VIII&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Insensivelmente o mar é mar e o vento é vento, e não é mar o oceano sem vento, o mar é insensivelmente corrente, e se insiste dizer &lt;i&gt;insensivelmente &lt;/i&gt;pela estupidez que é a beleza da natureza, ela vai e vem não se importando com o que se acha dela, as ondas vêm e vão com seu ar grave, os mariscos e caramujos seguem a sua rotina e sempre têm susto ao deparar-se com o que achamos deles, porém jamais se assustam com as ondas que os lançam adiante sem rumo algum, insensíveis, pois todos são; não há em toda natureza a mínima disposição para o que achamos dela, exceto nos cães e nos homens, duas espécies que não por acaso apresentam-se muitas vezes desprovidas de beleza, saúde e auto-estima, os predadores confusos da cadeia.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;E lá vem a pequenina Andressa com seu Augusto, um &lt;i&gt;spaniel&lt;/i&gt; inglês, muito alegre e desafiador perante as ondas, indeciso entre agradar sua dona e a proteger, mas pelos dois motivos late o cão, molha sua pelugem lisa e radiante, bege com pintas de caramelo. Brada com ingenuidade porque, na beira do mar, qualquer oralidade é abafada pelo som e a proximidade incondicional das espumas que, bem longe ou aqui perto, entopem serenamente nossos ouvidos. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Cansou a menina, e foi se deitar com sua literatura e o sol, estendida de bruços sobre a areia. Vez em quando o pequeno Augusto se aproximava, tentando cativar Andressa para uma nova brincadeira, mas a pouca insistência do cão nos leva crer que já conhecia as manias de sua dona, e resignava-se a correr sozinho e seguir as coitadas garças, que nem podiam ciscar seu alimento &lt;st1:personname st="on" productid="em paz. Nossa"&gt;em paz. Nossa&lt;/st1:personname&gt; sonhadora estava absorta demais em sua leitura para perceber tudo isso que acontecia, e mais outras movimentações na beira do mar como, por exemplo, as moças que andavam tal espíritos bem dourados ou morenos, oscilando graciosamente os tecidos em várias cores à venda, para deslumbre de muitos veranistas. Outros comerciantes de pés descalços iam e vinham, como peregrinos em um deserto sem miragens, porém miravam aonde parecia haver moedas. Andressa também não reparava num menino de olhos grandes e curiosos, o qual se aproximava tão discretamente que parecia utilizar as mesmas artimanhas de uma raposa. Isso fazia apenas quando a menina estava lendo, sendo que mantinha distância nos momentos em que ela se banhava ou corria em companhia de Augusto. Mas agora, o menino colocava-se detrás de um castelo de areia que ele mesmo ia construindo, fingia entreter-se, enquanto os lisos fios curtos de cabelo esvoaçantes incomodavam sua vista, irritavam-no, e todo incômodo acabava por desenhar uma expressão grave e contraída em sua pele de criança. O pequeno rosto continuaria assim até que o vento findasse por ali, onde sabemos que o vento não acaba, mas vez em quando podemos reparar uma novidade em seus olhos, como quando sua mãe o chama de longe, muito brava pelo menino ter se afastado tanto de onde estavam instalados, ela sim vence o barulho das ondas e o abafar das espumas, e compartilharíamos do temor que se desenha nas feições do menino se ouvíssemos gritar nosso nome assim, no caso dele se ouve “Marcos! Marcos!”. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;IX&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Está certo que Melancia estava tão provocante quanto em qualquer outra apresentação, e que também o público se excedia em coreografias, muitos diriam que já nem coreografias eram, e sim um fluxo arritmado onde a libido expunha seu compasso de veias pulsantes. Mas se naquele ambiente existisse algum observador, um espírito sedento pela minúcia, não seria trabalhoso para ele identificar uma nuvem preocupada nos olhos de Andressa. Pois não fora apenas o episódio da pizza com pedaços de carne humana, havia outros casos estranhos e até então não solucionados, como os bilhetes encontrados em toda parte, no camarim, no seu quarto, até no carro ou em locais públicos, também as fotos que a mostravam em momentos íntimos, quando lia seus livros acomodada sobre o sofá da sala ou na rede, embalando-se na sacada do a.p., e ainda até outras mais intimidades, melhor referidas como privacidades. Era costume, sim, manifestações exaltadas de fanatismo, declarações de amor ou deparar-se com a míngua de erotismo no dia-a-dia alheio como se fosse ela a culpada e única solução do insucesso carnal dos outros, enfim, até então o homem na sua enfermidade saudável, porém aquilo de bilhetes, presentes peculiares e mórbidos não poderia ser recebido como parte do cotidiano. Certo dia, uma senhora bastante zangada abordou-lhe frente ao seu prédio, alegando que perdera clientes por motivo do sucesso de Melancia. Inconformada senhora, balançando suas pulseiras e refletindo as lantejoulas dos trajes justos, ia dizendo com suas palavras e hálito que ricos empresários e turistas haviam se tornado melancólicos românticos idealizadores de um corpo que jamais tocariam, acabando todos indispostos a investir no prazer oferecido pelas avenidas, esquinas e ambientes para fins de libido e início de sacanagens. Andressa, com simpatia, dizia que não era sua culpa, mas sim da própria ilusão dos homens, ela jamais desejaria intervir nos sentimentos e negócios dos outros, queria mesmo é que todos encontrassem onde e alguém para amar e se sentir amado. Assim não reparava que provocava na indignada senhora ainda mais ódio por ser naturalmente atraente e perfumada, adicionando palavras bonitas com certo ar intocável, e logo fazendo-se musa também para aquela senhora, porém é o desejo de toda mulher ser musa sublime e sem iras de viver, a única musa possível para mulheres é uma Virgem ou suas próprias mães, então o porquê de tantas meretrizes, esposas e namoradas esconjurarem nossa pobre Melancia.&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;- Estou tão cansada, Peri... Não existe mais prazer fazendo esse show. Você reparou como fui mal, sem balanço?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Gilberto alcançava-lhe uma toalha para secar o corpo retocado pelo brilho sensual da transpiração, e parece que em Andressa era só para isso que servia o suor, gerar calor dentro do segurança. Este não via fundamento algum naquelas reinações de Andressa, havia apenas em si um incontrolável anseio de buscar a felicidade daquela mulher que cheirava tão bem e sempre vinha estupidamente bela para desabafos incompreensíveis e outras conversas de menina.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;- A senhora faz sempre shows muito bonitos, todos te amam, dona Andressa... Ouça!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Lá fora queriam Melancia. Nossa musa deu um beijo na testa de Gilberto, “Só você Peri, só você para ser tão amável...”, e dirigiu-se para a saída nos fundos do camarim, entrou no carro e disse para o motorista tomar o rumo de seu apartamento. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Gilberto sentou-se num dos sofás dispostos no camarim, fechou os olhos e inspirou tudo que ali ainda havia de Andressa. &lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;X&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;O sofá é onde seu corpo extenuado repousa e invoca lembranças, e nesta noite a estranha corrente de ar que dança por todo ap. leva-a para o mar. Sente saudades de Augusto, o único ser que entendia e respeitava seus sonhos, tal sempre viu naqueles felizes e caninos olhos, era um fiel e dócil companheiro a zelar por sua felicidade. Recorda-se inevitavelmente dos sonhos, e como os sonhos parecem às vezes ficarem melhor apenas como sonhos, simplesmente no ar ou nos céus da mente. A cansada tristeza de agora não é a impossibilidade de os tornar realidade, mas sim o impacto de quando enfim se tornam, assim como às vezes letras parecem ter apenas como letras a sua melhor realização, sem outras adaptações, um insulto querer tirá-las de onde são em plenitude, o homem e suas ilusões do que seria plenitude, poucos sabem que plenitude só é quando ilusão, doce ilusão privada, o homem e suas ilusões de que uma ilusão em si jamais seria algo vivido e real. Assim pensa Andressa Soares, a Mulher Melancia, e correm lágrimas de seus olhos fechados, os cílios criam suas continuidades transparentes e líquidas, desenhando brilhosas rachaduras naquele belo rosto feminino, irresistível para uma descrição, mas há de tudo ser interrompido por uma presença indesejada, jamais imaginada e bastante perigosa. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;“Quem está aí?!” grita Andressa, levantando de súbito ao ouvir alguns ruídos atrás de si. A brisa do corredor chega mais quente até a sala, agora carregando um cheiro de suor e tensão. “Quem está aqui?!” grita outra voz, talvez lá de seu quarto, um tom masculino e risonho, e mais que tudo macabro. Ouvem-se passos, Mulher Melancia está em estado de choque, corre para a porta de entrada, mas não consegue abrir, alguém a trancou e escondeu as chaves. Iria correr para a cozinha quando Marcos Graça, o repórter estagiário, surge no corredor, ele e sua calvície que o deixa mais velho, a pele facial contraída e mais olheiras que contribuem para a impressão. Está com um revólver na mão esquerda, um microfone estilhaçado na mão direita. Sua boca sangra, ainda não sabemos por quê, mas tudo entendemos quando o rapaz atrita o microfone nos lábios, encenando uma entrevista. Mutila-se ao mesmo tempo que pergunta “E então, Andressa, por onde anda seu passado? Continua preferindo seduzir a impressionar?”, e solta algumas gargalhadas, o sangue em pequenas gotas espirra nas paredes brancas, mancha a camisa e escorre no queixo e entre os dedos. “É você! Eu já devia saber! Tudo que anda acontecendo... Seu doente!”, choraminga Andressa com certo alívio, por desvendar tanto mistério. Porém não há razão alguma para aliviar-se. “Sinta o vento! Olhe, aprecie a paisagem! Há poesia nesta noite, pequena linda leitora, poetisa!” diz Marcos em esforçada retórica, agora na sacada, virado para o lado de fora do prédio. Mais uma vez Melancia pensa fugir, mas um tiro em seu joelho a impede de continuar, tomba violentamente, o rosto vai de encontro ao &lt;i&gt;parquet&lt;/i&gt;, deixando-a semi-inconsciente. “Olhe só! A dançarina terá problemas! Hahaha! Seu pequeno joelhinho está com uma leve torção... Uma notícia! Em primeira mão, um furo! Furo de reportagem! Hahaha! Eu é que sou poeta!...”. O repórter começa a encenar outra entrevista, mas Andressa responde apenas com alguns gemidos e faz sons de aflição quando o microfone toca sua boca. “Estamos ao vivo, diretamente da casa do fenômeno Mulher Melancia! Desde bem pequena, apaixonante! E agora, a maior bunda do país! Mais uma prostituta celebridade, meu povo brasileiro! Ah, vocês querem ver os grãos da Melancia, querem? Em primeira mão, Brasil! Dentro de instantes, veremos a Mulher Melancia expondo totalmente seu grande cú! Estão todos ansiosos! Dentro de instantes?... Não! Imediatamente! Tenho o privilégio de penetrar para vocês, então, o fenomenal rabo da Mulh...” e um chute no seu estômago interrompeu tudo aquilo. O repórter, ao levar a pancada, cuspiu sangue e voou alguns metros, chocando-se contra a parede. Nem teve tempo de se levantar e recebeu mais um golpe de Gilberto, agora contra o rosto. O segurança que, sem Andressa ter conhecimento, dormia todas as noites em seu carro estacionado frente ao prédio, imediatamente adentrou no condomínio quando percebeu estranhas movimentações na sacada do ap. de sua patroa. Deixando agora Marcos de lado, procurou levantar Andressa com todo cuidado possível, sem prejudicar o joelho de Melancia, esmigalhado pelo tiro. Ergueram-se, ela inteira sobre os grandes braços de Gilberto, ele em delicados passos, procurando evitar qualquer gemido ou expressão de sofrimento que se desenhasse nas faces dela. Contaram-se 5 passos demorados, e também foi possível ouvir, depois dos 5 passos, pelo menos 4 tiros disparados por Marcos, todos atingindo as costas de Gilberto, que foi cambaleando em direção à sacada, Andressa ainda consigo, ambos precipitando-se contra a rede, traspassando o pára-peito e por fim em queda livre desde o décimo primeiro andar. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Os bombeiros levaram muito tempo ainda para fazer o resgate, pois a copa daquela árvore onde os dois corpos ficaram presos era altíssima e de difícil acesso. Tiveram ali muito do impacto amenizado, comparando-se com uma queda de encontro direto ao chão. Andressa é que não teve arranhão algum, já que Gilberto caíra de costas e proporcionou a ela um discreto solavanco, enquanto ele teve algumas costelas quebradas, mais o coração e o pulmão perfurados por galhos mais rígidos, não resistindo a tão graves ferimentos. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;De Marcos, sabemos que nesta ocasião fugiu impune, e é aí que a história pára, não sendo possível narrar se Andressa o denunciaria quando recuperasse a consciência. De Andressa, conhecemos sim alguma coisa mais, não além, já estava ali. Era a nova Melancia, a qual não viria sob suas costas, mas sob os peitos, na altura do abdômen, chamem como quiserem chamar, tal Melancia leva 9 meses para amadurecer e então fazer-se fruto pleno, um pequeno filho de Gilberto e Andressa, e ainda mais correto é entendermos se tratar de um Filho do Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: right;" align="right"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.2pt; text-align: right;" align="right"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-4556972911849495498?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/4556972911849495498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=4556972911849495498' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/4556972911849495498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/4556972911849495498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/12/frutos-do-brasil.html' title='Frutos do Brasil *'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-3778179704967196236</id><published>2008-10-22T14:52:00.001-07:00</published><updated>2008-10-22T14:52:33.931-07:00</updated><title type='text'>Prestes a algo</title><content type='html'>Maria e João, amigos desde a infância, descobriram lá muitas coisas juntos, berraram na chuva com vozes quase iguais, rolaram na grama com roupas quase iguais, só os cabelos mais diferentes, e também assim quando as mães empiriquitavam "meu filhinho!", e "minha filhinha!". Tirando isso, eram crianças, brigas de "nunca mais não sou teu amigo!", no dia seguinte um na casa do outro, esquecendo.&lt;br /&gt;Mas agora vêem-se prestes a algo.&lt;br /&gt;Há situações em que "algo" é dúvida, mas estar "prestes a algo" é sempre certo. Também sempre correto. "Prestes a algo" são olhares vistos, são mínimas texturas de mãos imaginadas, é um futuro perfumado para João, outro de acolhimento para Maria, porém ambos prestes futuros. Os silêncios já não são mais descanso, como antes eram.&lt;br /&gt;- Vou embora, tô cansado - diz João, rapaz.&lt;br /&gt;- Assim cansa! - pensa Maria.&lt;br /&gt;Despedem-se aí com nenhum sono, mas sonham-se e degustam cada impressão de incômodo e familiar estranhamento que se causam prestes a algo.&lt;br /&gt;E enfim acontece o primeiro beijo, ambos reparam que é algo novo o hálito sentido assim, a cintura e as costas abraçadas assim e os peitos juntos, os corações vez em quando lembrados com sorrisos, pois tinham ido bater se retirando lá para a cozinha ou sala, distante do quarto onde existem só olhos fechados atentos, bochechas vermelhas, lábios e carinhos meio desengonçados, mas validados por suspiros - todo suspiro, de toda raça humana e animais e idade, é feito com desenvoltura, habilidade.&lt;br /&gt;Coisas todas que possibilitam novo sentimento de estar prestes a algo. É assim o amor, é assim toda poesia e qualquer narração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-3778179704967196236?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/3778179704967196236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=3778179704967196236' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/3778179704967196236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/3778179704967196236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/10/prestes-algo.html' title='Prestes a algo'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-3976890182380776970</id><published>2008-10-20T19:16:00.000-07:00</published><updated>2008-10-20T19:31:36.767-07:00</updated><title type='text'>Seminário de Criação Literária - V *</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3014/2960502594_8e4589b3a0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3014/2960502594_8e4589b3a0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;* em mais um exercício com base em pintura, neste caso o título "&lt;/span&gt;Morning Sun&lt;span style="font-style: italic;"&gt;", também de Hopper como anteriormente, a observação teria que informar os seguintes dados: nome, altura, peso, cabelo, roupa, corpo, rosto, boca, postura, constituição, imperfeições, idade, data de nascimento, residência, peça favorita da casa, motivo (o que quer a personagem?). Depois, inventar uma história de fundo, algum passado, explícito ou não, que tenha feito chegar a personagem à situação em que se encontra no momento do retrato. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marlene, 1,68m, 60kg, cabelos castanho-claros, preferência em vestimentas formais para toda ocasião, mesmo o sono, pernas quase roliças de pele alva, certa untuosidade que não chega a ser fora de belas formas, rosto com traços retos e maxilares rígidos, lábios de pouca espessura e não muito versáteis, postura circunspeta, segura mas sem desenvoltura, índole reacionária na intimidade, seriedade e discrição com certo orgulho publicamente, de pouca habilidade social, 39 anos em 14 de janeiro, reside no Bairro das Indústrias, gosta muito de sua cama frente à janela, de onde percebe que os céus não mudam - permanecem ou nublados, ou estrelados, ou azuis, entre outros tons, porém o céu jamais se alterou em sua essência, já dizia seu avô. Quê pensa da vida Marlene? Pensa mudar.&lt;br /&gt;Pensa estar mudando e também considera mudar conscientemente, e é com certa surpresa que descobre, na sua rara ociosidade, conseqüências nervosas pelo devaneio ontológico. Sente ver nuvens retorcendo-se quando mira o céu calmo azul limpo, como histórias narradas por uma voz de abóbada celeste, nuvens que ali já se fizeram e desfizeram, e pela primeira vez o rosto de Marlene se faz liso e jovem quando é tocado por ela, é estranho sentir-se frágil. Vai-se a nuvem que  permanecia desde há muito, e uma lágrima joga na parede escura um pouco de brilho do rosto agora calmo azul limpo de Marlene, lá de fora o sol joga raios de pele alva, não se sabe de qual dos três é a voz do soluço, do pranto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-3976890182380776970?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/3976890182380776970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=3976890182380776970' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/3976890182380776970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/3976890182380776970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/10/seminrio-de-criao-literria-v.html' title='Seminário de Criação Literária - V *'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm4.static.flickr.com/3014/2960502594_8e4589b3a0_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-6573130741536679761</id><published>2008-10-20T13:59:00.000-07:00</published><updated>2008-10-20T14:14:27.158-07:00</updated><title type='text'>Seminário de Criação Literária - IV *</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3004/2959713440_e2622b54db_o.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3004/2959713440_e2622b54db_o.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* o exercício propôs inventar um trecho baseando-se na tela de Hopper, "&lt;/span&gt;New York Movie&lt;span style="font-style: italic;"&gt;", dizendo quem é a moça na obra, aparênca física, o que faz e representar a situação em que ela se encontra na famosa pintura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida me jogou ela entre os braços, mas jogou com tal força que ainda sinto dar passos recuados, pós-impacto. Recuados para chãos que já senti, porém de que adianta caminhar para trás se o faço de costas, em parcial cegueira, esta dos olhos do tempo, e não do coração. Toda vez que a vejo ou lembro é isto, um retorno, uma freada ou derrapar de pés com pernas, um tremer, equilíbrio não imediato, uma agressão abafada, e todos por ela, não por mim. Busco fazer em silêncio e convencendo que sou desde sempre equilíbrio, desde sempre meus braços prontos dela, e que sua leveza não me atinge. Pois o nome dela: Samanta. Assim veio, loura com vestidos de noite e pele enfeitada com pulseiras, colares ou brincos de menor brilho que ela. A vida me disse "Samanta", e de imediato julguei necessário me preparar.&lt;br /&gt;Por uma aristocrata do século vinte acho-me cortês de braços inteiros, mas me escapam gestos de apego e certo abalo. Samanta é grande e oscilo, porém jamais senti-me tão jovem e disposto. E ela agora pensa e se confunde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-6573130741536679761?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/6573130741536679761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=6573130741536679761' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/6573130741536679761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/6573130741536679761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/10/seminrio-de-criao-literria-iv.html' title='Seminário de Criação Literária - IV *'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-1118435392703565688</id><published>2008-10-08T17:55:00.000-07:00</published><updated>2008-10-08T18:19:17.193-07:00</updated><title type='text'>Das massas</title><content type='html'>- Não deveria ter vindo neste, mesmo... - a anônima Claudete Fink, sem sucesso ao tentar disfarçar a Q-Boa no metabolismo, sabe-se lá como impregna a química na mulher que exerce o fazer doméstico, quem sabe reconheci a água sanitária mesmo  em seu hálito. Interessada na descontração de minha amiga Paula, quando esta dizia "Não deveríamos ter vindo neste D43, tá medonho". E Claudete ainda comentaria sobre a boa educação de Paula ao deixar os vermelhos assentos: "Nem todo mundo faz, parabéns".&lt;br /&gt;É o interesse das massas, as relações sociais que germinam entre enxaquecas e libidos reprimidas.&lt;br /&gt;Transitar no urbano me ilustra para quando leio textos teóricos de passagens "...das massas...". Na bibliografia do curso, um texto com fundos marxistas? Tá lá o "...das massas...", e já enfilero em mente seres cheirando a água sanitária e mais químicas de cabelo e esmaltes, afazeres cuotidianos com certa prontidão para a sociabilidade. Não sei por quê, muitas, mas muitas mulheres como Claudete Fink.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-1118435392703565688?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/1118435392703565688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=1118435392703565688' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/1118435392703565688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/1118435392703565688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/10/das-massas.html' title='Das massas'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-6376930208198974965</id><published>2008-10-05T21:07:00.000-07:00</published><updated>2008-10-05T22:41:40.934-07:00</updated><title type='text'>Perfume Solica</title><content type='html'>Sempre te vejo chegando linda nos lugares&lt;br /&gt;Nos lugares te sinto&lt;br /&gt;Frasco de Perfume Solica&lt;br /&gt;Vem perfumando com teus ares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se o criassem O  Boticário ou Chanel&lt;br /&gt;A própria Natura, Avon, Hugo Boss&lt;br /&gt;Haveria a receita só no papel&lt;br /&gt;Ou os casais separariam bem sós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rauph Lauren tentando, e Lacoste&lt;br /&gt;Calvin Klein, Armani, Carol Herrera&lt;br /&gt;Inútil pedir que eu goste:&lt;br /&gt;"É tudo colônia bagaceira!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solica é perfume de gestos&lt;br /&gt;Franja mililitros lilitros&lt;br /&gt;Notas de cabeça, de coração, de fundo&lt;br /&gt;Um brilho e jeitinhos modestos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus olhos com ele não ardem&lt;br /&gt;Só vejo crescer um sorriso&lt;br /&gt;Se dança e canta com os dedos&lt;br /&gt;Que dormem num cabelo liso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, embrulhei o Solica&lt;br /&gt;Abracei com um tope e uma pinta&lt;br /&gt;Talvez lha darei o presente&lt;br /&gt;Ou a mim cuidarei que a sinta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-6376930208198974965?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/6376930208198974965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=6376930208198974965' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/6376930208198974965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/6376930208198974965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/10/perfume-solica.html' title='Perfume Solica'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-8168906194773417327</id><published>2008-10-03T13:01:00.000-07:00</published><updated>2008-10-03T14:06:25.463-07:00</updated><title type='text'>Seminário de Criação Literária - III *</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;* na aula passada, foi proposto o exercício de um diálogo com a personagem criada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que vale um espelho, simples reflexo, para uma vaidosa mulher? Temos Narciso afogando-se no lago por nutrir-se de si, porém não há Narcisa alguma.&lt;br /&gt;Andressa, entre o espelho e Gilberto, pede que ele fique.&lt;br /&gt;- Peri, o que você acha do meu short?&lt;br /&gt;- A senhora está muito bonita - banhado em suor o segurança, como todo o ambiente, a música lá fora vindo sufocada para o camarim e sua delicada paz, onde está o sufoco de Gilberto, as feminilidades de Melancia.&lt;br /&gt;- Peri, você parece encabulado! - ainda com atenção ao espelho.&lt;br /&gt;- A senhora não está errada... Como seu empregado, é certo que eu seja assim, às ordens e recolhido.&lt;br /&gt;- Deixa disso! Me vejo sua amiga, não patrôa. Você gosta do que canto e, aliás, dança muito bem!&lt;br /&gt;- Ora, dona Andressa... você é a musa do funk.&lt;br /&gt;- Musa? Isso me faz lembrar poesia. Não só lembrar, como eu vejo poesia aqui. E sabe de uma coisa? Você é um poeta.&lt;br /&gt;Gilberto sorriu.&lt;br /&gt;- Sou seu segurança, dona Andressa.&lt;br /&gt;A Mulher Melancia deixou o espelho, virando-se para o rapaz.&lt;br /&gt;- Repita isso, mas sem o "dona".&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;- Apenas repita, vamos!&lt;br /&gt;- Sou seu segurança, Andressa.&lt;br /&gt;Melancia estendeu lentamente os braços, pedindo mais uma vez que repetisse.&lt;br /&gt;- Sou seu segurança, Andressa - dizia Gilberto, e não percebendo que "segurança" é uma palavra feminina, a ele sendo tratada com pronome possessivo masculino "seu segurança, Andressa, seu segurança, Andressa", continuou a repetir sem notar o efeito e também não percebia mais a música lá fora, enquanto que Andressa não percebia suas pernas, nem mais onde estava ou quem era, apenas sabia que se desfizera em segurança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-8168906194773417327?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/8168906194773417327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=8168906194773417327' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/8168906194773417327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/8168906194773417327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/10/seminrio-de-criao-literria-iii.html' title='Seminário de Criação Literária - III *'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-170892942813123980</id><published>2008-09-30T13:19:00.000-07:00</published><updated>2008-09-30T13:33:54.085-07:00</updated><title type='text'>Seminário de Criação Literária - II *</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;* em aula, foram propostos 3 exercícios, dando seguimento à personagem escolhida no primeiro trabalho:&lt;/span&gt;    &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;1) Colocar a personagem em uma situação de seu dia-a-dia;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;2) Colocar a personagem em uma situação insólita;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;3) Descrever um ambiente que identifique a personagem.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;            &lt;p class="MsoNormal"&gt;1)&lt;br /&gt;Em uma entrevista para o "TV TOP Glamour POP", o jovem repórter estagiário, desde o curso pré-vestibular inquieto pela ética nas mídias, deixou uma provocação para a cogitada Mulher Melancia, ela indo cercada pela seqüência interminável de flashes e espumas de microfone:&lt;br /&gt;- Andressa! Andressa! E o seu... Com licença! Andressa! Aqui! E o seu passado? Temos conhecimento que você, até os vinte anos, foi uma jovem estudiosa e promissora para a produção intelectual do país. O que você tem a nos dizer sobre o seu passado?&lt;br /&gt;Nossa Melancia, tranqüila e com certa desenvoltura lasciva, sorriu:&lt;br /&gt;- Querido, se olho pra trás, eu vejo apenas o que todos vocês querem ver. A diferença é que vocês enxergam bem melhor que eu.&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;2)&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A pizza que Melancia aguardava finalmente chega. Que demora! Alguns vizinhos, espiando nas sacadas dos prédios, fazem gracejos entre si: “Eis o segredo para manter aquele raio de melancia!”&lt;br /&gt;Nossa musa fecha a porta do a.p., deixa a pizza sobre a mesa na sala, vai pegar alguns talheres. Play no DVD e regozijo. Ao descobrir a pizza, teve um susto tão intenso que o grito instintivo acabou a deixando rouca por dois dias, comprometendo os shows onde participava com breves orações. Também engasgou-se; tossia, tossia desesperadamente, correu até o banheiro e deixou ali na sala aquela pizza de melancia com pedaços de carne crua humana, facilmente identificáveis como nacos de glúteos.&lt;br /&gt;Olhando-se no espelho, mais calma e recomposta, Andressa pensou: “Seria obra daquele repórter?”&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;3)&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;No camarim, um aparelho de DVD como o centro, a tela da TV rodando o menu daquele vol. 5 de “sucessos do RAP para Karaokê”, método eficiente de chegar a uma razoável imposição da voz e até memorização de rimas, caso fossem necessárias improvisações de palco. Sobre o pequeno bidê com luminárias néon, alguns livros empilhados, e podia-se ler através da cerveja quente no copo, dourados e decorados com espumas, os títulos “A Hora da Estrela”, “Macunaíma” e “Morangos Mofados”, este último aliás recém acomodado ali pelo segurança Gilberto que, pensando se tratar de algum livro humorístico de receitas para sobremesa, veio a constatar narrações confusas, “psicodelias anais” ele diria se tivesse mais ferramentas expressivas, mas em silêncio agora palitou os coloridos quitutes de pepino e beterraba entre as decoradas bandejas de frutas, tudo sobre a mesa. Havia bananas, morangos, maçãs e uvas, também uma só melancia, mas a famosa melancia que seguia Andressa Soares, querida por todos, recém chegando perfumada para um abraço caloroso em Gilberto, o fiel Gilberto, de apelido carinhoso “Peri”.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-170892942813123980?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/170892942813123980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=170892942813123980' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/170892942813123980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/170892942813123980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/09/seminrio-de-criao-literria-ii.html' title='Seminário de Criação Literária - II *'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-3292907714492375951</id><published>2008-09-21T14:49:00.000-07:00</published><updated>2008-09-21T14:51:47.221-07:00</updated><title type='text'>Chegando numa rima</title><content type='html'>Quando te vejo, sinto que beijarei&lt;br /&gt;Quando te beijo, sinto que estou lendo&lt;br /&gt;E compondo abraçado&lt;br /&gt;Encontrando mãos e perfumes&lt;br /&gt;Descrevendo sábios lábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo nesse abraço que&lt;br /&gt;Aqui de cima&lt;br /&gt;Tropeça&lt;br /&gt;Cai&lt;br /&gt;E&lt;br /&gt;Vai&lt;br /&gt;Chegando&lt;br /&gt;Numa rima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o tropeço foi quando?&lt;br /&gt;Alegre frio na barriga&lt;br /&gt;Lendo que teu beijo&lt;br /&gt;É uma poesia respirando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-3292907714492375951?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/3292907714492375951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=3292907714492375951' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/3292907714492375951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/3292907714492375951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/09/chegando-numa-rima.html' title='Chegando numa rima'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-6475036580459967403</id><published>2008-08-19T10:25:00.000-07:00</published><updated>2008-08-21T19:38:43.515-07:00</updated><title type='text'>Seminário de Criação Literária - I*</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;* disciplina em andamento no meu curso de Letras. Em aula, foi proposto o seguinte exercício:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;1 - Escolher uma celebridade para descrever;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;2 - Ficcionalizá-la.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eis o resultado parcial:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morena de jeitos desde pequena, Andressa, o nome ondulado e volumoso como seus cabelos. Fortes dentes-de-leite riam serelepes e infantis nas brincadeiras, enquanto na calma os olhos intensos brilhavam ao imaginar, lendo sua coleção de livros, presente dos pais. Aos poucos foi se acalmando mais e mais, e apaixonou-se por manter seus olhos brilhando. Gostava muito de Monteiro Lobato. Na adolescência, teve contato com Macedo, Alencar e Machado, e desde já se destacava de seus colegas, todos concebendo literatura como algo distante e sem proveito para os dias.  Mas Andressa, não. Vivia sonhos acompanhada de um mancebo apaixonado, como o Augusto de Carolina, "A Moreninha". Quando ia à praia com a família, esperava sempre encontrar seu amor ali, como um príncipe a lhe prometer a realização futura. E a vida de sonhos de Andressa foi revelando aos poucos certa aspereza em não ser bem possível a condição plena de protagonista da vida, fazendo brotar em si desde quedas de ânimo como plumas que dançam para a gravidade, até chegar ao peso desiludido com a realidade e sua ordem cotidiana, sem surpresas, sem encaixes perfeitos entre os acontecimentos.&lt;br /&gt;Na maioridade, Andressa descobriu que toda sua paixão era o seu próprio país. Sua essência fora construída a partir da busca romântica inspirada por uma sensibilidade brasileira. Voltou a ler Alencar, porém agora atentando para o projeto de Literatura Nacional, os romances indianistas e o regionalismo. Durante um período chegou a ser tão radical quanto Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, mas observa-se a realidade com olhos diferentes dos que lêem grandes romances: Andressa não ganharia a simpatia de nenhum testemunho de sua vida por levar consigo um caráter quixotesco. Todos amigos dela adoravam Policarmpo Quaresma, no entanto chamavam de maluca a moça, já que tinha como um herói inspirador aquele humilde funcionário público fictício.&lt;br /&gt;Entrara em crise. Mas, como desde sempre Andressa considerou-se uma menina de atitude, levantou-se e lembrou: "eu não desisto nunca". Encontraria sua realização, resumida desde os mais tenros anos em ser portadora de uma expressão de sua nação. Saiu de casa obstinada em conhecer todos os ambientes, todas as culturas, todas as faces e tribos que compõem a hibridez brasileira.&lt;br /&gt;Testemunhas dizem que, à primeira vista, ela estranhara aquele tal de "Baile Funk". Adentrou no pavilhão com hesitação, andou em círculos, percorreu os ambientes. Prestou muita atenção nas coreografias. Esforçou-se para manter reações em harmonia com a circunstância... Por fim, resolveu tentar acompanhar o ritmo, as danças "coladas", as "descidas até o chão", como referiam.&lt;br /&gt;Jamais esqueceu a primeira vez que a chamaram "popozuda".&lt;br /&gt;Andressa passou a freqüentar os bailes semanalmente. Depois, de 3 em 3 dias. Fez muitas amizades. Chegou a fazer lipoaspirações. Andressa... Na verdade, poucos a conhecem por seu nome verdadeiro, talvez apenas os primeiros amigos nos círculos dos bailes. Andressa hoje é uma sonhadora realizada, enfim chegou àquele seu objetivo mais profundo, quem diria, uma autêntica brasileira, acolhida por seu povo! É considerada na atualidade a mulher mais "popozuda" da história. Andressa Soares, nossa querida "Mulher Melancia".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-6475036580459967403?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/6475036580459967403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=6475036580459967403' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/6475036580459967403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/6475036580459967403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/08/seminrio-de-criao-literria-i.html' title='Seminário de Criação Literária - I*'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-6447647166378270945</id><published>2008-08-19T09:03:00.001-07:00</published><updated>2008-08-19T09:55:50.271-07:00</updated><title type='text'>Não são daqui</title><content type='html'>Há pouco, a Seleção Brasileira entrou em crise, assim como o colorado Dunga já vinha. E, nos dois campos futebolísticos frustrados - federal e estadual -, não faltam gracejos de habilidosa enfadonhice a me atazanar. Mas relato aqui apenas o caso federal.&lt;br /&gt;Como estou hospedado em uma Casa do Estudante da Universidade, compartilho corredores e salas de recreação com alguns intercambistas argentinos. Estava eu e mais moradores assistindo ao Argentina 3 x 0 Brasil, incluindo duas novas estrangeiras da Casa. Chamaram-me atenção interjeições usadas pelas ticas no decorrer do jogo, e quais lances as faziam rir. A sensibilidade deles é outra, não são daqui. Comemoravam investidas, e eu mentalmente confirmava "não são daqui". Uma delas, a crespa, esticava o pé e observava as unhas, e novas altas interjeições. Eu dera uns flertes com a de óculos em pequenos encontrões na padaria e aqui, na sala de computadores. Ela é a única que canta no silêncio deste ambiente, o que eu vinha apreciando, é afinadíssima e sensual. Até cogitei convidá-la para montar uma banda, mas logo achei besteira de minha parte. E agora creio que ela não só aceitaria o convite, como conseguiria levar muitos amigos seus do DCE para lotar o pico onde nos apresentássemos. Desisti definitivamente da idéia porque eles exigiriam algum maracatu ou samba-rock no repertório, sonoridades todas que também "não são daqui".&lt;br /&gt;A peculiaridade dos argentinos é uma extrema capacidade de se sentirem em casa, onde quer que estiverem. São hippies por natureza, falando alto, áspero e sentindo com desenvoltura a certeza de que sabem viver a vida, que não perdem tempo e que movimentam o mundo. Não têm a chatice dos hippies de DCE por não serem necessariamente politizados - já nasceram hippies, sem precisar ser contracultura.&lt;br /&gt;Mas voltemos ao caso do jogo.&lt;br /&gt;No final da partida, a crespa levantou e começou a sambar frente ao sofá e aos olhos de uns quinze moradores brasileiros da Casa, todos desconhecidos, ela rindo áspera e bem aguda, a de óculos aprovando sua atitude com gargalhadas e uma frase que dizia algo do tipo "usted no tienes precio!".&lt;br /&gt;Enfim. Alarmo que todos meus flertes para argentinas serão ameaças de estupro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-6447647166378270945?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/6447647166378270945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=6447647166378270945' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/6447647166378270945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/6447647166378270945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/08/no-so-daqui.html' title='Não são daqui'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-7147048788572628085</id><published>2008-08-18T18:48:00.000-07:00</published><updated>2008-08-18T19:03:15.326-07:00</updated><title type='text'>Peace and lazy</title><content type='html'>Diríamos que sou mais preguiçoso que nostálgico. Não tenho saudades da infância, mas sim dos dias sem itinerário que o período me proporcionava. Agora há pouco, adentrou pela janela um discreto vazamento de gás butano, em hibridez com o aroma de ervilha e milho enlatados, também algum ovo cozido. Instantes depois, chegou a acidez da cebola neutralizada pelo tomate, fervendo. Salsa. Cachorro-quente de fim de tarde,  acompanhado de cheiros de estranha madeira (literalmente, não o molho). Nada mais praiano. Salivei pro gosto de vento do litoral em plenas proximidades do Guaíba,  em pleno Agosto.&lt;br /&gt;Que saudade de poder ser preguiçoso que me dá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-7147048788572628085?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/7147048788572628085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=7147048788572628085' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/7147048788572628085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/7147048788572628085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/08/peace-and-lazy.html' title='Peace and lazy'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-6087580515695961247</id><published>2008-08-15T22:21:00.000-07:00</published><updated>2008-08-15T22:22:34.474-07:00</updated><title type='text'>Destreza do mel</title><content type='html'>Diga-me, Raquel:&lt;br /&gt;Tu encontras algo de veloz&lt;br /&gt;Na destreza do mel?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordarás comigo&lt;br /&gt;Respondendo que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois veja a maneira&lt;br /&gt;Que a faca se apega&lt;br /&gt;E o deita no pão:&lt;br /&gt;Um talher perigoso&lt;br /&gt;Mostrando seus dentes&lt;br /&gt;Calado, em paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E algo de mal, Raquel&lt;br /&gt;Na destreza do mel?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão pouco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que temamos&lt;br /&gt;Gritemos - louco!&lt;br /&gt;A esses que o sorvem puro&lt;br /&gt;Jamais seu dourado&lt;br /&gt;E o calor transparente&lt;br /&gt;Guiarão para o escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, por quê, Raquel&lt;br /&gt;Disseste - é amargo&lt;br /&gt;Se tu rimas com mel?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-6087580515695961247?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/6087580515695961247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=6087580515695961247' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/6087580515695961247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/6087580515695961247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/08/destreza-do-mel.html' title='Destreza do mel'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-4674916909327409884</id><published>2008-07-09T12:47:00.000-07:00</published><updated>2008-07-09T13:42:15.369-07:00</updated><title type='text'>Namoro virtual</title><content type='html'>Existe uma caligrafia digital.&lt;br /&gt;Todos relacionamentos que tive começaram envolvidos por caixas de mensagem ou barras de rolagem. E assim continuo selecionando futuros envolvimentos afetivos. É um privilégio conhecer antecipadamente a relação das meninas com as letras, as fontes, sua vaidade ao teclar, se há exagero de reticências, se atentam para maiúsculas, se riem com interjeições ou asterisco e "risos". E com tais fontes me é seguramente possível conhecer um sorriso charmoso ou simples gargalhadas altas, indelicadas. Já pela extensão de imagem enviada por ela, que será o fundo de nossa caixa de mensagem, intuo seu figurino em nosso primeiro encontro real. E o perfume cítrico na própria cor da fonte? Toda amiga virtual está se desnudando em meu monitor.&lt;br /&gt;Um dos fatos mais emocionantes do namoro virtual é começar a freqüentar a casa da menina. Ora, porque lá está seu computador, sua conexão. Seu Web Messenger! A melancolia mais profunda a respeito de relacionamentos finados é recordar os momentos em que estive em seu quarto, sentado em sua cama, ela um pouco à frente, de pantufas, navegando em seu micro. Sempre achei impressionante testemunhar ela teclando, tudo aquilo que sempre fora enviado para mim à distancia agora estava ali ao meu pé. Simplesmente flui, nenhum esforço para gerar exatamente aquilo que eu amo receber, que tenho com destaque em minha lista de pessoas online. Eu vejo como encolhe os ombros ao sorrir e transfigurar para o campo digital sua alegria, seu debochezinho. Ouço as teclas, compreendo enfim a rapidez dos dedos, como eles se organizam sobre o teclado, quais são usados. Nada como observar a nuca em sua peculiar e pequeníssima contração no momento em que ela atenta o olhar para uma mensagem recebida, direcionando o mouse para a caixa minimizada, como ela se balança pra lá e pra cá na cadeira giratória. Ah, sua área de trabalho... Jamais cheguei ao nível de estar em alguma fotografia no papel de parede, mas não faço caso disso, é melhor para os dois. Enfim, tal situação é a completa nudez, estou praticamente dentro dela, estou colocado no local de onde parte sua expressão virtual. Graças à internet eu sou capaz de me sentir, literalmente, em seu interior, e não é mais necessário fazermos ingênuas juras de amor em metáforas frias, como "Estás dentro do meu coração". Traço com ela sua caligrafia digital, sopro palavras a serem tecladas. "Ele está aqui comigo", ela diz para uma amiga online, e sua amiga nos vê ali como um só, eu digo "Olá" por suas mãos, por sua fonte, por suas cores e fundos, por sua tenra velocidade na digitação...&lt;br /&gt;De fato, estou precisando de uma namorada. Vou procurar alguns contatos novos para adicionar em minha lista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-4674916909327409884?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/4674916909327409884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=4674916909327409884' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/4674916909327409884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/4674916909327409884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/07/namoro-virtual.html' title='Namoro virtual'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-4802744951540105241</id><published>2008-07-02T21:19:00.000-07:00</published><updated>2008-07-02T22:41:33.858-07:00</updated><title type='text'>Como se imagina</title><content type='html'>Não preciso muito pra me cair no bucolismo. Ainda mais nessas fases morando há dois anos e meio na mal-cheirosa capital, ela com suas meninas bonitas, eu num quarto de um quarto do tamanho de minha querida alcova do interior, na casa da mãe, com cachorros. Sinto virem as férias de inverno com algumas lembranças.&lt;br /&gt;Percebi hoje, quando criava na mente os cenários de uma pequena novela - já leitura de férias -, percebi que minha fonte imaginativa para ambientes em meio à natureza pega referências nas manhãs e tardes do meu passado pré-adolescente, dias de feriado, ou domingos, ou sábados, desde que neles houvesse churrasco no almoço. Exatamente: imagino a natureza acompanhada ou da expectativa feliz duma travessa com costelas de rês cruzando-se em atritos de sal grosso, ou  de uma embrutecida saciedade geral, esta última embalada pela serena melancolia digestiva.&lt;br /&gt;Se é preciso ambientar prosa ou poesia no período matinal de bucólicas paisagens, lá está comigo a ansiosa felicidade, certa de que toda adversidade até a hora de sentar na mesa será recompensante. Nessas manhãs está comigo também a presença de primos, ou de algum vizinho amigo que vai junto no acontecimento, ou eu junto com ele, pois também às vezes me vejo inibido, não muito à vontade ao correr sobre gramados ou tentar subir em árvores, apenas tentar, pois qualquer que fosse minha companhia, era ela a praticante do serelepismo, enquanto que eu no máximo corria pelos arredores. Aguardava equilibrando-me sobre as raízes da árvore em questão, e minha companhia lá em cima pulava de galho em galho, chamando, eu sem fazer muito daquilo tudo, recusando. Pois com tais sentimentos e até cheiros da grama fresca, de formigueiros escuros por estarem molhados, o sol desejado, tudo isso está na minha composição de cenários matinais bucólicos narrados na literatura. Mas a principal e constante impressão, retomo, é a doce espera do churrasco.&lt;br /&gt;Já o caso do bucolismo formado no plano mental, dando a entender o período da tarde, aí a inibição já se foi, da mesma forma que o barro dos formigueiros chega a seu máximo de vibração na cor. É possível também, nesse caso, imaginar cenários mais amplos, de maior dificuldade para desbravar, como extensos planaltos, montanhas, cascatas, matas fechadas... E já não há mais a expectativa do churrasco, mas sim uma nova necessidade: de gastar toda energia ou mesmo, por meio físico, arranjar algum modo de fugir do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;spleen&lt;/span&gt; causado pela rês, a maionese de batata e o refrigerante. Se alguma literatura me leva a fantasiar trilhas ecológicas, está ali o resultado do folgado almoço, presente na minha contemplação panorâmica dos personagens que se movimentam em sintonia com a natureza. E como sou admirador da literatura da Europa Ocidental, nem sua geografia especificamente descrita escapa de minha imagética bucólica relacionada ao churrasco. Penso que seria interessante, para o caso europeu, substituir o impressionismo do churrasco pela influência de algum grelhado, pratos com queijos variados ou crepes, acompanhamento de um bom vinho... E até começo a questionar se não preciso refinar um pouco mais os mecanismos de minha imaginação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-4802744951540105241?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/4802744951540105241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=4802744951540105241' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/4802744951540105241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/4802744951540105241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/07/como-se-imagina.html' title='Como se imagina'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-7835980160734428867</id><published>2008-06-29T21:14:00.000-07:00</published><updated>2008-06-29T21:39:30.511-07:00</updated><title type='text'>Violão do DCE</title><content type='html'>Estou pegando cacuête de homem de cordas. Familiarizando-me com slides e trastes. Escalas maiores, pentatônicas, encontrando belas dissonâncias cromáticas, nomeando bemóis e sustenidos. Aliás, esta parte me é sensível, uma área de interesse, conhecer a situação de bemóis e sustenidos. Marginais, anônimos, como se fossem Silvas ou Santos, é o mesmo chamá-los assim. Não ganham crédito no sistema de escalas, no máximo pontos vazios, esfumaçados... E todos sabemos que são fundamentais para a composição de belos riffs e harmonias. E, outra coisa, não tenhamos dúvidas que foi uma atitude burguesa definir notas "maiores" e "menores". Quer saber? Eu vou é fazer um ato. Intimarei toda roda de violão a se juntar a meu grito.&lt;br /&gt;O "DÓ sustenido (C#)"? Será "RÁ (K)";&lt;br /&gt;O "RÉ sustenido (D#)"? Será "BAH (P)";&lt;br /&gt;O "FÁ sustenido (F#)"? Será "CHE (V)";&lt;br /&gt;etc...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-7835980160734428867?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/7835980160734428867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=7835980160734428867' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/7835980160734428867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/7835980160734428867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/06/violo-do-dce.html' title='Violão do DCE'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-7939705608005850429</id><published>2008-06-18T17:23:00.000-07:00</published><updated>2008-06-20T22:12:50.046-07:00</updated><title type='text'>Da desistência</title><content type='html'>&lt;div&gt;Dias atrás, acompanhei alguns pingos. Antes de mais nada, friso que pingos têm uma particularidade em todo meio líquido: sempre caem. E este não é um caso de autor desgostoso. Acompanhei alguns pingos? Sim, porém não estou em queda. Testemunhei, somente, o apogeu e declínio de alguns pingos, seu início e fim, o percurso inteiro. E se pode questionar "Mas como assim, 'pingos só caem'? Consigo fazer um pingo subir, alcançar alturas, nem que sejam poucas". Aí, replico em serenidade monástica: criarás um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;respingo&lt;/span&gt;. Respingos vão por onde quiser, são matéria orgânica de um pingo . Não apenas concretas frações deles, mas poderiam também representar imitações de leis artificiais. Pingos têm vida. E dias atrás, acompanhei alguns deles.&lt;br /&gt;Eu aguardava minha carona protegido sob uma varanda, curta na extensão, impositiva na altura, o teto ia longe, junto ao terceiro andar. Aliás, era estrutura arquitetônica tão apropriada aos apaixonados observadores de pingos, que me vi abençoado pelo acaso, assim, num dia qualquer lançado para ali,  num ambiente ideal! E chovia, eis porque me protegia. Melhor: protegia-me, porque chovia. &lt;/div&gt;Recostando-me à parede, como a boa tradição prescreve, segui investigando calhas ou telhas promissoras de belos exemplares. Logo avistei o primeiro: desprendia-se como um pássaro sem asas, morta fagulha de astro riscando a estratosfera, um pobre e inválido cristal sem destino algum, a não ser espatifar-se, na melhor das hipóteses desencadear um calafrio sobre alguma pele. Que obra de pingo! E não pense que o clímax esteja no impacto ao solo,  ali onde se geram respingos. A beleza de um pingo jamais poderia ser comparada a dos fogos de artifício; são justamente o oposto um do outro. Artifício! Apenas respingos são artifícios. E eu não sei escrever, porra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-7939705608005850429?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/7939705608005850429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=7939705608005850429' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/7939705608005850429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/7939705608005850429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/06/da-desistncia.html' title='Da desistência'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-8915431898713574603</id><published>2008-06-14T11:28:00.001-07:00</published><updated>2008-06-14T12:00:20.394-07:00</updated><title type='text'>Cherry</title><content type='html'>Ah, linhas que vão descendo&lt;br /&gt;Alguns olhos te vão lendo&lt;br /&gt;Nos degraus deste papel&lt;br /&gt;Versos tristes, vão sozinhos&lt;br /&gt;E pousarão de levezinho&lt;br /&gt;Em um ombro de Raquel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caem, dançam como penas&lt;br /&gt;Como folhas, como suspiros&lt;br /&gt;De alegrias bem pequenas&lt;br /&gt;Mas todas feitas de seus giros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois mais perto vem a pele&lt;br /&gt;E seus aromas de cereja&lt;br /&gt;Agora, nem que o frio congele&lt;br /&gt;Minha queda aos poucos festeja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entristeci por vontade, eu acho&lt;br /&gt;Apaixonado por cair&lt;br /&gt;Aqui, é este meu papel                                                                                                                                                                             &lt;br /&gt;Versos tristes, vão sozinhos&lt;br /&gt;E pousarão de levezinho&lt;br /&gt;Em um ombro de Raquel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-8915431898713574603?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/8915431898713574603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=8915431898713574603' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/8915431898713574603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/8915431898713574603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/06/cherry.html' title='Cherry'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-5628289194105878356</id><published>2008-06-12T10:47:00.000-07:00</published><updated>2009-01-13T03:32:16.998-08:00</updated><title type='text'>À caneta</title><content type='html'>Escrevo uns versos à caneta&lt;br /&gt;Porque é mais tinto seu cunho&lt;br /&gt;De rascunho&lt;br /&gt;É mais mancho&lt;br /&gt;É mais sinto&lt;br /&gt;Riscos de não se apagar&lt;br /&gt;Sem vergonha do garrancho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O singelo e tenro grafite&lt;br /&gt;De opacos traços feito denso&lt;br /&gt;Mata seu corpo ao virar risco torto&lt;br /&gt;Sumiu bem o lápis, morto.&lt;br /&gt;Se apagado, vindo a borracha&lt;br /&gt;N'algum lugar ele se acha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, sinta a caneta:&lt;br /&gt;Arranha papel sangrando&lt;br /&gt;Escreve molhando&lt;br /&gt;Pouco a pouco se perdendo&lt;br /&gt;Secando, secando...&lt;br /&gt;E acaba igual, corpo não some&lt;br /&gt;Morta-viva, com mesmo nome.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-5628289194105878356?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/5628289194105878356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=5628289194105878356' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/5628289194105878356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/5628289194105878356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/06/caneta.html' title='À caneta'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-2157120687925216230</id><published>2008-06-03T20:54:00.001-07:00</published><updated>2008-06-03T20:59:43.352-07:00</updated><title type='text'>Parimento</title><content type='html'>Assim chego a poesia:&lt;br /&gt;Sempre amante&lt;br /&gt;Extraconjugal&lt;br /&gt;Estrago em compromissos&lt;br /&gt;Comprimo, comprometo e meto sei lá por onde&lt;br /&gt;Minha imagem.&lt;br /&gt;Faço do prazo prazer&lt;br /&gt;Enveneno as cobras da cobrança&lt;br /&gt;Mato, selvagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas infeliz de quem aspira a lirismo&lt;br /&gt;Em simples rebeldia...&lt;br /&gt;Poesia não é puta!&lt;br /&gt;Quiçá, antes, é filha de uma puta&lt;br /&gt;E carece de amparo...&lt;br /&gt;Também infeliz de quem aspira a lirismo&lt;br /&gt;Buscando amparo a si...&lt;br /&gt;Não é esposa a poesia!&lt;br /&gt;Nem mesmo companhia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sempre só amante&lt;br /&gt;E mãe de algo poema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-2157120687925216230?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/2157120687925216230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=2157120687925216230' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/2157120687925216230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/2157120687925216230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/06/parimento.html' title='Parimento'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-4817483863350597719</id><published>2008-05-29T11:04:00.000-07:00</published><updated>2008-05-29T11:55:41.936-07:00</updated><title type='text'>Plano onírico</title><content type='html'>Estou organizando meu plano onírico para o fim de semana próximo.&lt;br /&gt;O problema é que alguns espaços terão que ser revistos, considerando que os dias neste fim de maio vêm proporcionando aquelas sesteadas  dos sonhos de qualquer amante do sono. Tinha feito para tal período um roteiro de enredos mais breves, simples aventuras como paixões de verão, abduções, futsal na cancha da escola onde completei meu ensino fundamental, ida ao cassino com meu pai trinta anos mais jovem, pontes aéreas longas e turbulentas, pegar onda no Guaíba, etc...&lt;br /&gt;Mas  dormir com edredon e cobertor, escorado por garoa, é outra estória. Vou encaixar um épico. Rodízio de pizza pro arrebatamento inicial e não ter fome  no decorrer do coma induzido.&lt;br /&gt;Na noite passada, Gloria Maria entrevistava Michael Jackson, ele um pouco grisalho mas bastante lúcido e em forma. Retorno da cartola e mecha de franja crespa; o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;moonwalker&lt;/span&gt; tá impecável... Trata-se da reportagem exclusiva sobre o novo álbum. Compusemos alguns arranjos em parceria, e no palco eu sempre assumi as baquetas, com os Jacksons. Em estúdio é trabalhoso, nos desentendemos um pouco, dois perfeccionistas. Tanto pra mim como pra ele é oito ou oitenta,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; black or white&lt;/span&gt;. Mas pessoalmente, o cara é da família. Meus filhos adoram ele, e sou capaz de dar um dedo pelo Michael, seja a moda de escândalo que inventarem. Quantos domingos fizemos uma carne lá no quiosque, ele mesmo se encarregando de abanar o fogo na churrasqueira, se repuxa todo com minha caipirinha, diz que melhora a voz. Nada dessas frescuras que saem aí.&lt;br /&gt;Mas tenho que me apressar, a turnê mundial tá nas últimas. Quando tiver tempo, eu conto como foi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-4817483863350597719?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/4817483863350597719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=4817483863350597719' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/4817483863350597719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/4817483863350597719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/05/plano-onrico.html' title='Plano onírico'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-6941275571751709504</id><published>2008-05-27T18:01:00.000-07:00</published><updated>2008-05-27T19:28:00.759-07:00</updated><title type='text'>Tecnologia pura</title><content type='html'>A internet, de fato, é um bem muito humano. Possibilita às pessoas se aproximarem e conhecerem com mais poesia. O melhor não está nisso de fazer da geografia ou tempo um detalhe. Claro, relações corporais são insubstituíveis, mas o ambiente virtual coopera bastante para inspirar um certo lirismo perdido - ou sempre inexistente -  nas relações cara a cara. Ter um cadastro qualquer em determinada face da rede mundial de computadores nos leva a exercitar uma estética, obriga a estabelecer uma reflexão de si e como a representar da melhor forma, além de interagir com a do outro.&lt;br /&gt;Nada mais prático que perceber o humor de alguém por suas comunidades no Orkut.   Mesmo no que tenta mostrar que é mas não é, tem-se a clara possibilidade de interpretação e final desenho de um perfil subjetivo. O homem, para sua riqueza crítica, necessita ter preconceitos. O primeiro passo para uma contribuição opinativa está neste interessantíssimo processo de princípio irônico, mas com fim científico. Manter a hipótese inicial geralmente provoca risos de um lado e reprovação do objeto analisado. E, o último caso, tendo razoável maturidade e experiência com observações alheias, sentindo-se mesmo assim ainda injuriado, certamente sabe o motivo dessa reação em ver-se fisgado pela interpretação de outrém. Desampara-se em sua originalidade. A angústia humana, expressa pelo narrador do "Memórias do subsolo", tem seu alvo mais certeiro no lirismo pessoal, na estética de si. E a internet reúne um riquíssimo material para interessados nesse exercício de sensibilidade.&lt;br /&gt;Cada amizade virtual minha tem sua magia. E isso não é pela raridade de encontros, não é apenas uma vida e ambiente diferentes, o que também gera certo fascínio pela novidade. Na verdade, as amizades virtuais, mesmo as encontradas diariamente no MSN, jamais serão frias expressões do cotidiano. Elas carregam consigo algo de personagens literários, algo de seres fictícios, observados do lado de fora, com um intermédio sereno e confortável, muitas vezes promissor de um encanto não reparado quando os olhos se encaram. Ou até mesmo estimulam uma atenção aos olhos, que o contato concreto ou a completa ausência não faz. Nada mais frio que o radicalismo purista e sua busca metafísica em alucinações baratas (ou caras) e passivas, com o fim de perspectivas diferentes sobre o cotidiano. O resultado deste radicalismo é um mal-gosto estético e redundante, limitado; todos são iguais, a identificação que une o grupo o isola ao mesmo tempo, não tanto por escolha própria, mas por opção de quem está de fora, enfastiado com a idéia de compartilhar ideais tão rasos.&lt;br /&gt;A internet e sua virtualidade não substituem o real, mas são o próprio fato real de um espaço lírico do homem; é uma folha de papel, é um instrumento musical, é uma tela, um palco... Não é arte, mas a possibilidade de uma expressão individual, um silêncio presente de alguma essência, pronto para um diálogo sem a objetividade das palavras ou mais imediatismos comunicativos. Algo de si está disposto a prestar atenção na aparente frieza do virtual.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-6941275571751709504?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/6941275571751709504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=6941275571751709504' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/6941275571751709504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/6941275571751709504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/05/tecnologia-pura.html' title='Tecnologia pura'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-5808919528528540336</id><published>2008-04-11T17:15:00.000-07:00</published><updated>2008-04-11T17:28:57.864-07:00</updated><title type='text'>Dó</title><content type='html'>Se te corro na veia&lt;br /&gt;Se te entro na entranha&lt;br /&gt;Se te bato no peito&lt;br /&gt;Se te marco no ouvido&lt;br /&gt;Se te puxo nos sonhos&lt;br /&gt;Se te quebro nos passos&lt;br /&gt;Se te chupo no rosto&lt;br /&gt;Se te lambo no resto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tudo tua culpa&lt;br /&gt;E não te perdôo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-5808919528528540336?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/5808919528528540336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=5808919528528540336' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/5808919528528540336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/5808919528528540336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/04/d.html' title='Dó'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-305407110449348272</id><published>2008-03-27T12:54:00.000-07:00</published><updated>2008-03-28T09:53:29.307-07:00</updated><title type='text'>Pétalas</title><content type='html'>Olho pros teus olhos&lt;br /&gt;Tu olhas pros teus outros&lt;br /&gt;Muitos que te olham&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles vêem brilhos&lt;br /&gt;Poucos são estranhos&lt;br /&gt;Adoram-te por eles&lt;br /&gt;Te falam por castanhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enxergo só de lado&lt;br /&gt;Pois quase não me sentes&lt;br /&gt;Sei bem de teus piscares&lt;br /&gt;Muito pouco dos teus dentes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vejo desvantagens:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num piscar de olhos tenho&lt;br /&gt;Horas tuas que me falam&lt;br /&gt;Se a mim não há castanhos&lt;br /&gt;Cedes-me outro desenho:&lt;br /&gt;Alguns cílios de moldura&lt;br /&gt;Algo teu, de forma pura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que seriam estrelas&lt;br /&gt;Sem pontas de ilusão?&lt;br /&gt;Queimar centrado e em vão&lt;br /&gt;Sem raio para o traço?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que seriam flores&lt;br /&gt;Sem ter as suas pétalas?&lt;br /&gt;Miolo, cabo, laço&lt;br /&gt;Sem vida para amores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que são olhos castanhos&lt;br /&gt;De cílios esquecidos?&lt;br /&gt;O quê, tua conversa&lt;br /&gt;Com outros que te olham?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não cuido tua resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho pros teus olhos&lt;br /&gt;Olhar que os tem por fora&lt;br /&gt;Nem sempre o brilho encosta&lt;br /&gt;No olhar de ver que adora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-305407110449348272?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/305407110449348272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=305407110449348272' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/305407110449348272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/305407110449348272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/03/muitos-que-te-olham.html' title='Pétalas'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-7370549520937278658</id><published>2008-03-25T18:37:00.000-07:00</published><updated>2008-03-27T21:22:04.600-07:00</updated><title type='text'>Personal Diet</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A Tanara me vê, ergue o queixo. Sempre oleoso, e não faz caso dessas coisas. Como se eu fizesse. Mas ela é mulher que  gosta de trazer sorrisos de onde vem, e eu não vejo sentido nessas felicidades. Adoro um cacete, penso saber como chegar a um belo exemplar, mas não sou de cuidar dessas coisas que a Tanara devia cuidar nela. Não se cuidando, todo esse brilho contente dá a entender antes palhaçada que as desenvolturas dela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Oi, sua sumida! - E parece que meu próprio sumiço a faz feliz também. - Este aqui é o Fábio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Bonito, o Fábio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Com licença...?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Prazer. Roberta...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Lindo homem, mas confuso no perfume... Tudo bem, estamos num restaurante universitário. Axila aromada a doce, e pescoço a madeira são luxo aqui. Mas imagino um cara bom assim em cima de mim e... Não é de macho essa confusão que ele faz no meu nariz. O problema é que ele tenta ter bom gosto. Gel, galãzinho, mas me parece mais punheteiro do que qualquer coisa, nessa postura de doutor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Essa aqui foi minha colega desde o primário. Nos separamos na facul, mas continuamos fazendo nossas loucuras, né? - Ela e o queixo bobinho dela, se rindo pro homem. Olha só, percebi que ele também vê a bobeira dela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- O Fábio é nutricionista... Ele é meu Personal Diet!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sorri, mastigando o meu feijãozinho que adoro.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Depois que eu conheci o Fábio, sei lá, me senti entusiasmada com essas coisas de alimentação saudável. Ele me dá motivos pra se esforçar...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Imagino os motivos que ele dá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Bem, tu tá mais magrinha mesmo. Mas tu sempre foi assim, mais alta... Não vai querer sumir, Tanara!&lt;br /&gt;A Tanara me envolve com um pouco da alegria dela. Me sinto bem-comida, desejada, quando ela me tem como amiga confidente pra falar sobre homens.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Ai Rô, mas não é bem isso. Não é só por fora... A gente se sente melhor, não sei explicar... Tu devia experimentar mudar assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mastiguei bem o meu bifezinho de frango.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Eu me sinto bem assim, já. - e penso por que ainda não nos separamos. "Tanara é tua infância", penso, como tantas outras vezes. Ela é meus tempos de cochichos, de querer casamento. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fábio desenhou uma risada, olhando pro lado, e depois ficou encarando o prato dele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Que foi, amor? - a Tanara, com o garfo no ar, curiosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Tua amiga se sente bem. Mas o banco onde ela tá sentada é que deve estar com algum desconforto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não assimilei imediatamente o que ouvi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Fábio!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu fiquei em silêncio. Tanara é do tipo que sai e bate a porta do quarto, impulsiva, afetada. Eu não. Fiquei com raiva daquele viado. Queria ouvir um pouco mais das frescuras dele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Mas é óbvio! Tua amiga é gorda demais, querida. Fico meio enjoado vendo ela comer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Seu viado. Tu não deve comer nem a Tanara.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Ai, meu Deus! Que é isso, vocês dois?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Fodo ela loucamente. E só porque ela é gostosa. Diferente de ti e tuas curvas que não entram em roupa e brocham qualquer cacete. Tu não entra em roupa, e paus não entram em ti.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tanara deu um tapa no rosto daquele puto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Vamos embora daqui! Vem, grosso, imbecil!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Viu, ela quer dar pra mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Seu fresco, se quer ser puto e elegante, deixar de ser grosso e usar perfumes bons é o primeiro passo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- É a Tanara que me perfuma, querida grande amiga dela. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Parem, vocês dois... Meu Deus... - Tanara com aquela cara, fácil de se apaixonar, meio pálida, em choque, tudo daquela conversação fora do mundo colorido que pensa em casamento - A Roberta é um pouco mais cheinha porque o metabolismo dela é mais lento... Não tem culpa, Fábio! - ah, pronto. A doce Tanara e seus temas de amparo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Sim, o metabolismo dela é bem lento em comparação à velocidade que ela come. Enquanto ela mete bala em 3 chuletas, tu tá na primeira garfada de salada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aquele papo todo começou a me desgastar também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- O que tu quer, afinal? Fala, rapaz, porque tu tá me irritando, de verdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Quero comer meu agrião. Permaneço rijo mais tempo por causa desse troço verde aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Tanara, teu Personal Diet é um ridículo. Aposto que lê os textos de filósofos da moda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Filosofia? Logo desisto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Ah, um poeta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Ah, uma obesa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Tu te acha grande coisa. Homens...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Mas eu não era viado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- É pior. É homem sem amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Mulheres... Nunca acreditam que homens amam. Só falta tu ser gostosa pra me agradar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Me levantei da mesa. Tanara, ainda sentada e com o corpo afastado daquele homem, olhava pra mim, acabando de moldar uma lágrima nos olhos. Se desprendeu com uma vagareza de rapariga e cansaço, pra pousar naquele brilho do queixo dela. Minha amiga, meu tempo de querer maridos. Me virei sem falar nada. E, detrás dos cabelos, chorei.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-7370549520937278658?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/7370549520937278658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=7370549520937278658' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/7370549520937278658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/7370549520937278658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/03/personal-diet.html' title='Personal Diet'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-5702125718298407924</id><published>2008-03-23T16:06:00.000-07:00</published><updated>2008-03-23T16:10:38.837-07:00</updated><title type='text'>Namoro e o automóvel</title><content type='html'>Pensar sobre rodas me faz de introspecção pouco válida. Triste por não ser muito minha. Devaneios de caroneiro...&lt;br /&gt;Tive raras experiências no volante, insuficientes para criar brigas próprias com os ventos; muito mais insegurança do que fruir o velocímetro ou praguejar alto e desenvolto contra os outros na minha via. Limito-me a reclamar dos pedestres que estorvam meus passos nas calçadas. Estradas? Delas, dirijo com intimidade apenas em faixas de segurança. Olhos-de-gato, faixas de ultrapassagem, acostamentos, placas rápidas de atenção, a mim tudo para um relacionamento de segunda, de sugestões, lembranças ao motorista caso ele estiver em algum momento de desatenção no seu comando. Tenho o posto sem graça do operário, enquanto que o condutor do automóvel é o chefe com seu ares de bom jantar esperando e sexo farto com uma esposa vaidosa e consumista, dos meus sonhos.&lt;br /&gt;Lembro de uma ponte aérea que fiz, turismo na infância acompanhado de meu pai. Nesta ocasião, estávamos na fileira direita de assentos da aeronave, eu naturalmente logo à janela próxima da asa. O Luiz acomodava-se do meu lado esquerdo. Tive um susto quando ele se levantou para ir ao banheiro. Pois como iria seguir o avião sem meu pai no domínio da direção? Aliviei ao constatar que éramos ambos caroneiros naquele veículo. Nada mal para uma criança.&lt;br /&gt;Com meninas ao volante é um pouco mais triste; fato que de maneira alguma provém de argumentos machistas. Acontece que há certa distância no relacionamento entre motorista e caroneiro. Por exemplo, ontem mesmo uma bela companheira levou-me em seu carro. No trânsito congestionado, ela era mais alguém que gera a impaciência do bafo com buzinas. Dizia "Tá, e esse grandão? Vai deixar eu passar, né? Beleza. ", enquanto que o meu comentário poderia ser algo do tipo "Olhalí o rei dirigindo, mas não um calhambeque", humor o qual ela apreciaria, descontrairia aquela concentração da qual entendo pouco.&lt;br /&gt;O máximo que um caroneiro pode fazer é descontrair. Nem mesmo poderia ser co-piloto, visto que este senta no banco direito por eventualidade, pois lida com o volante em outras ocasiões. Do banco direito, pode dar sugestões e até seguramente orientar, enquanto que o sempre caroneiro domina algum humor ou recomendações gerais de "Fique calma" ou "Que bom, agora tudo está andando". Não é por nada que eu tenha em minha vida introduzido namoros onde a menina vinha cansada de materialismos ou responsabilidades - incluindo a de motorista - ou era ela outra caroneira, ambas crendo ver em mim algum talento ou simplesmente aspectos de contracultura, identificando-se. O caroneiro cativa pela margem. Mas, para a prosperidade da relação, não basta o humor ou mais conhecimentos teóricos. Mulher: imagine-se em todo o decorrer da vida a dois sendo tu quem domina o volante. Apesar de o feminismo parecer gostar da idéia, essa não é uma condição que deva animar a moça moderna em relação a um companheiro. Não pode somente ela ser quem leva corpos a distâncias, em alta velocidade. A espontaneidade, o novo e a surpresa que inspiram às meninas o marginal caroneiro, não bastam se limitar à graça ou libido gratificada. Para um namoro duradouro, a praticidade do automóvel precisa estar igualmente nos domínios do homem.&lt;br /&gt;Há distâncias entre casais que desgastam no tempo, ao invés de complementarem. Oferecer dinheiro para o combustível? Ah, não é essa a questão, quanta insensibilidade... Algum dia, toda menina sedenta do novo sentirá falta de ir longe e rápido, não apenas dentro de si, mas pelos braços e idéias do seu querido homem também ao volante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-5702125718298407924?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/5702125718298407924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=5702125718298407924' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/5702125718298407924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/5702125718298407924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/03/namoro-e-o-automvel.html' title='Namoro e o automóvel'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-1477731501990987272</id><published>2008-03-21T08:03:00.000-07:00</published><updated>2008-03-21T09:02:57.779-07:00</updated><title type='text'>Prata</title><content type='html'>É o outono&lt;br /&gt;Um semi-inverno;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primavera&lt;br /&gt;Um semi-verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o inverno&lt;br /&gt;Semi-florir;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calor veranesco&lt;br /&gt;Semi-quedado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pintura outonal&lt;br /&gt;De vice-estação&lt;br /&gt;Inspira vigília&lt;br /&gt;Da imaginação;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pós-auge da cor&lt;br /&gt;São dias de outono&lt;br /&gt;E meses dourados&lt;br /&gt;Criarão neste sono.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-1477731501990987272?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/1477731501990987272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=1477731501990987272' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/1477731501990987272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/1477731501990987272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/03/prata.html' title='Prata'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5629987072289407526.post-8189161111327613770</id><published>2008-03-20T21:01:00.000-07:00</published><updated>2008-03-20T21:26:54.074-07:00</updated><title type='text'>Intro</title><content type='html'>Cano&lt;br /&gt;Vórtex&lt;br /&gt;Entre&lt;br /&gt;Cone&lt;br /&gt;Tudo&lt;br /&gt;Tornado&lt;br /&gt;Ciclone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A letra chupa&lt;br /&gt;O olho vira&lt;br /&gt;Sentido&lt;br /&gt;Horário&lt;br /&gt;Espia&lt;br /&gt;Pisca&lt;br /&gt;Fecha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Arial é uma &lt;a title="Família tipográfica" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/FamÃ&amp;shy;lia_tipogrÃ¡fica"&gt;Família tipográfica&lt;/a&gt; &lt;a class="mw-redirect" title="Sem-serifa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sem-serifa"&gt;sem-serifa&lt;/a&gt;, ou seja, um conjunto de fontes (como Arial Bold, Arial Italic, Arial Bold Italic) derivadas da fonte "padrão" Arial (ou Arial Regular). Também pode designar uma fonte específica, a Arial Regular (normalmente não se utiliza o termo "regular" para uma fonte sem negrito, itálico, condensada ou expandida).&lt;br /&gt;A Arial é conhecida entre os &lt;a title="Designer" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Designer"&gt;designers&lt;/a&gt; gráficos pela sua semelhança com um tipo bastante famoso na história do &lt;a title="Design moderno" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Design_moderno"&gt;design moderno&lt;/a&gt;, a &lt;a title="Helvetica" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Helvetica"&gt;Helvetica&lt;/a&gt; da &lt;a class="new" title="Linotype (ainda não escrito)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Linotype&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;Linotype&lt;/a&gt;. No entanto, são comuns as críticas à Arial que atribuem-lhe um papel de "cópia inferior da Helvetica". De fato, porém, a Arial é inspirada no desenho de uma outra fonte, a &lt;a title="Akzidenz Grotesk" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Akzidenz_Grotesk"&gt;Akzidenz Grotesk&lt;/a&gt; (a qual também serviu de inspiração ao desenho da Helvetica)."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/"&gt;Wikipedia&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5629987072289407526-8189161111327613770?l=corpoarial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://corpoarial.blogspot.com/feeds/8189161111327613770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5629987072289407526&amp;postID=8189161111327613770' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/8189161111327613770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5629987072289407526/posts/default/8189161111327613770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://corpoarial.blogspot.com/2008/03/intro.html' title='Intro'/><author><name>Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08267004383964231047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/_5I8See3aUWU/TOsjMoXBbsI/AAAAAAAAAOw/clw00n_Zhk0/S220/OgAAAIjvjt-4wYMpZUoUdOWQTs-kBIGh9bTdHOEevdxxvt6XKfSkUaqfYLtxqUpx8Ls1wLTuURs5Fryobd_ayLDSOKAAm1T1UBwcTrhgd_usEAhHoevNPOYXN6ji.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
