segunda-feira, 2 de maio de 2011
Motorista & ônibus
São exatamente motorista & ônibus que trazem para o lar, para o que chamam de rotina e compromisso, e canos de descarga. É como o café sendo feito, o pão no forno, mas da cidade e do dia que passa, e dos passantes - um dia foram os bondes. A identificação com o motorista é de quem lê livro ruim, mesmo em pós-estruturalismo, mas o livro é ruim e de texto bom, existe o inesperado entre cobrador e motorista, e muito mais ainda no suor operário à orelha aprontada. Familiaridade. É a diferença a familiaridade, é a cidade, amor pelo motorista sem escrúpulos estético-existenciais. É o amor do café passando e do pão no forno, assim deve ser, assim deve acelerar, a imposição do veículo transportando público em design de século XX, motor e fumaça, ruído, Modernismo sucateado sob mãos e mãos de pinturas e painéis de led. O amor pelo motorista & ônibus se cria entre espaços válidos, a viajem não é nada, é a perda de tempo, e é o espaço dele, do motorista é o compromisso. O futuro, o céu, o espaço, o Caos, o devaneio, a morte, o Nada, chame todos e jogue sob pneus na via do ônibus, entre o diálogo motorista e cobrador. E o humano voltará com sentido.
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